terça-feira, 31 de agosto de 2010

Celeste e sua nova condição.





Já tinha ouvido falar daquela marca em Celeste, porém jamais tinha visto algo tão horrendo quanto aquilo.
Ela tinha uma chaga aberta no ombro esquerdo, ela ocupava pelo menos a palma de mão de um adulto, por ali o sangue jorrava como em uma fonte.
Ela imortal, mágica e etérea, agora parecia uma mortal com um ferimento extenso.
Era óbvio que ela havia sido tocada pelo sol e mais claro ainda que aquela marca fora provocada por um objeto exposto e aquecido pela luz solar.


Ela parecia frágil, respirando com dificuldade e claro mais pálida e fraca a cada segundo.


Marius afagava seus cabelo dizendo:


-Acalme-se minha querida amada, sabes que logo passará isso, acalme-se.



Celeste chorava, sua face era de dor física...ela não ousava tocar a ferida e gritou quando eu a toquei.
Espantada com o que via eu disse:



-O que está havendo com ela Marius?
Quem fez isso a Celeste?


-Agora não Stelle! agora não...me ajude, pegue uma bacia com agua e panos limpos e traga aqui, rápido.


Desci correndo pelo corredor e a escada de poucos degraus no final dele que me levou a uma cozinha, não entendi porque havia uma ali, visto que os vampiros não se alimentam de nada que não seja sangue.
Mas a situação de Celeste só me fazia pensar nela, e meus outros pensamentos foram todos deixados de lado.


Quando retornei a sala Armand havia chego e estava ajoelhado ao lado de Celeste, depositei a bacia ao lado de Marius e ele começou a gentilmente limpar aquela chagas.
Olhei para Armand que se levantou e me abraçou, me sentia segura e protegida naquele abraço.


Armand me falava baixinho para ter calma e não me preocupar que logo ela estaria bem.
Então ele me disse que eu deveria sair da sala..porém me neguei e ajoelhando-me ao lado de Celeste, tomei a sua mão e disse:


-Estou aqui mãe dos vampiros, tudo acabará bem...


-Celeste olhou para mim e um sorriso brilhou em sua face, para segundos depois ela fechar os olhos e Mariu a tomar nos braços saindo pelo corredor, onde de longe víamos os vestidos brancos de Celeste brilhar na escuridão até não mais ser visto.


Voltei-me para Armand e disse:


-O que houve com ela Armand? quem feriu Celeste com a luz do sol?


Armand me analisou e começou a contar o que houve...e como Celeste havia sido ferida.






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domingo, 29 de agosto de 2010

Celeste fala com Stelle sobre o passado!




Celeste começou a falar...sua voz era mais fraca que o habitual e ela parecia cansada.



-Stelle! não imaginava mais vê-la em minha casa, sobre meus cuidados outra vez..era algo que eu não imaginava eu não queria.
Você sempre forá a minha preferida na casa, era minha filha mais querida, a que no fundo mais se parecia comigo, até o dia que olhei para você e não mais a reconheci.
Eu sabia que você iria embora, que iria nos deixar por Louis, e como eu me odeio por não ter conseguido impedir isso.




-Não foi sua culpa Celeste! eu fui em busca de respostas que não tinha..e que você nem Marius me dariam.



-Você não as teria porque não havia nenhuma resposta.
É como o mal, não tem de ser explicado, não existe o mal mínimo ou máximo apenas há o mal.
A sua face é a mesma sempre Stelle, ele pode até se transfiguirar, mas será sempre o mal.



-Como Lestat!



-Exato! como Lestat.




-Acha que algum dia poderá me perdoar?
Digo me perdoar por tê-los abandonado?



-Apesar de sermos os seres que sobre a terra mas se assemelha a Deus, não cabe a nós o perdão.
Você seguiu o seu coração e foi por amor, e se for por amor tudo se explica,tudo se aceita.


Olhei para Celeste e não ude deixar de me espantar com sua frase, e acima de tudo a sua serenidade.


-Amor?
Eu nunca amei Louis, eu o segui porque ele parecia ser o que mais naquele momento me entendia, mas jamais o amei Celeste.


Celeste sorriu, e fez um gesto com sua mão para que me aproximasse dela...foi o que fiz, ajoelhando-me nos pés da mãe dos vampiros.
Celeste passou a mão pelo meu cabelo e segurou meu queixo gentilmente enquanto aproximava seu rosto do meu, os cilios dela quase tocaram minha pele, então com um sorriso doce e maternal nos lábios disse:



-E quem disse que falei do amor por Louis minha criança?
Você sempre amou Amadeu, sempre o pertenceu...não caberia outro amor em seu peito que não o dele.



As palavras de Celeste me soavam pela primeira vez como as ditas a séculos atrás.
Ela então se afastou e recostou na cadeira outra vez, os olhos dela agora estaam turvos, e por um segundo ela pareceu não nos vê.
Então agitando a mão ela disse:




-Marius, me ajude!



Marios correu para ela e pude ver a cabeça de Celeste pender no peito de Marius que falava algo para ela, mas nem meus ouvidos de vampira uderam captar o que dizia.
Foi então que vi uma mancha novestido dela, me aproximei e toquei a mancha, ao analisar meus dedos pude ver que era sangue.
Voltei-me para ela e puxando seu xale pude ver uma horrenda ferida no ombro da minha mestra, era uma espécie de queimadura, porém o sangue jorrava por aquele ferimento a fazendo ficar cada vez mais fraca e pálida.
Eu conhecia aquela marca, sabia do que se tratava...Celeste havia sido...





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sábado, 28 de agosto de 2010

Stelle conhece os novos moradores da casa dos vampiros..




Quando olhei a minha volta vi que tinham novos vampiros ao meu redor.
Alguns me observavam, outros conversavam entre si mas lógico que o assunto era Stelle d'Rousseloth a vampira que segundo eles havia abandonado Armand e meus semelhantes para sair em busca de um caminho que nem eu sabia qual era.


Marius chamou um a um para me conhecer e fazer as honras da casa como era de costume dele, não me recordo agora o nome exato de cada um, mas alguns se destacaram entre eles.


Gabriel Velours era um jovem de mais ou menos 30 anos, estatura mediana para um homem, cabelos longos, louros com leves cachos nas pontas.. na altura da metade das costas, o corpo magro, olhos verde-oliva..e um sorriso ao mesmo tempo perturbador e doce.


Veio até mim e fazendo uma reverência tomou-me a mão e a beijou.



Jacob Joanes um vampiro vindo das terras geladas e distantes da Filândia, alto e esguio, cabelos negros e longos, os olhos..ah!os olhos....Nunca havia visto nada igual..eram de uma azul do céu límpido de verão, seu contorno somava-se as cores violeta e cinza dando a ele a aura de um mistério contido no olhar.

Gestos comedidos, um sorriso intrigante nos lábios finos e delicados...Seus olhos procuravam por lago em meu rosto, porém se desviavam quando tentava encara-lo..pouco ouvi sua voz naquele instânte.


Marius pediu que ele então tocasse algo no piano para alegrar aquela noite.

Ele imediatamente tocou " A Passionatta "

Todos estávamos parados a sua volta, quando de repente uma outra mão mais delicada que a de Jacob pousou sobre a dele fazendo a canção cessar, delicadamente as mãos dele foram tiradas das teclas daquele piano e a tampa fechou-se impedindo daquela canção continuar.



Celeste havia interrompido a música e olhando para todos seus filhos disse:



-Ganhem as ruas meus queridos.



Imediatamente eles a obedeceram, Gabriel veio até Celeste e como uma mãe ela arrumou a gravata do vampiro, passou as mãos sobre o cabelos dele e o beijou na testa como se o abençoasse.




Mais uma vez ficamos na sala apenas os antigos moradores do castelo de Veneza..

Celeste parada em minha frente, os olhos dela já não ardiam em ódio quando me encarou e sentando-se na cadeira de Marius naquela sala disse-me:






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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Stelle acorda na nova casa dos vampiros!



...

Acordei não sei precisar o tempo certo, mas acredito ter havido uma certa passagem de tempo.

quando abri meus olhos estava em um aposento diferente dos que já conhecia.

Longas cortinas cobriam as paredes e as janelas cuidadosamente, impedindo que qualquer luz solar pudesse entrar pelas frestas.


Sentei-me no caixão e olhei a minha volta procurando alguém então percebi que estava sozinha, uma cama estava arrumada com uma colcha damasco cobrindo..alfomadas com estampas de animais, elas ardiam presa a candelabros nas paredes ricamente decorada com papel de parede na cor vinho com detalhes meticulosamente desenhados em tom dourado.


E o cheiro...

Deixe-me falar dos cheiros.

Um doce toque de lavanda, com canela...e rosas..Oh! sempre as rosas.

Depositadas num vazo de cristal sobre um aparador num canto do quarto..

Soube então que estava na casa de Celeste assim que vi as rosas.


Levante-me e percebi que meus vestidos haviam sido trocados durante o tempo que estive naquela casa.

Procurei por um espelho: Se um vampiro pode se ver em um espelho? Asseguro-lhe que sim! e gostamos bastante deles.

Descobri um banheiro no aposento, pude então tomar um banho e me preparar para enfim encontrar os moradores daquele novo recanto.


Saí do quarto, e vi um longo corredor escuro...no seu final uma escada, peguei um dos candelabros e caminhei por ali a procura de alguém.
Desci as escadas e encontrei um salão vazio...caminhei por ele e tentei abri uma porta, foi quando uma voz cortou a escuridão...
-Stelle d'Rousseloth!
Virei-me sabendo que o mestre de todos os vampiros estava ali..Marius d' Romanus, seus lindos cabelos louros e longos presos delicadamente..as vestes sempre impecáveis, a capa azul cobalto se movendo em torno daquele que criou Armand e Celeste, no fim era meu criador também..ele estava parado, me observava...então um sorriso brincou em seus lábios generosos e ele abriu os braços como um pai ao receber uma filha, caminhei hesitante até aquele vampiro que de tão belo doía até a alma olha-lo...e então o abracei...

Ele me embalou em seus braços e senti sua mão segurando minha cabeça paternalmente.
-Oh minha criança desobediente! te disse tantas vezes que não havia nada no mundo para buscar, não havia nada para procurar lá que não a dor e o sofrimento..quis tanto protege-la acabei a colocando contra Amadeus e Celeste..

Ele então me olhou nos olhos e disse sorrindo:

-Está em casa minha criança, está em casa.

Sorri para ele sentindo a minha alma aquietar-se após tanto tempo, então ele apontando para seu lado direito disse-me:

-Conheça agora seus novos irmãos...os novos filhos de Celeste d'Romanus.

Continua no próximo post