quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Celeste....a imortalidade perdida?



Armand sentou-se na cadeira de Marius, estendeu a mão para mim e delicadamente me puxou para seu peito..
Sentada em suas pernas como fazia há muitos anos atrás, tais memorias vinham como flashsaté mim.
Então ele me contou o que havia acontecido com Celeste.


-Aconteceu poucas noites depois que voltamos para o castelo em Veneza.
Lestat e Deserré haviam deixado Paris já há 2 meses e retornado a Itália, ficamos te procurando por alguns meses, porém não havia nenhum rastro seu em lugar algum.
Ficamos sabendo que o "Teatro dos Vampiros" havia reaberto as portas em um espetáculo chamado "Les masques de la vérité"..então voltamos para nossa casa.
Meu coração amargurado e triste atravessando os canais de Veneza, mas era preciso voltar ao meu lar.


Chegamos ao Teatro, e já há muitos anos não o víamos tão repleto de humanos, uma mais fascinante que o outro..
Procurando algo para se agarrar em suas existências mesquinhas.
O espetáculo era um sucesso absoluto, após a encenação, os vampiros desciam do palco e tiravam algumas pessoas do público para dançarem com eles.
Envoltos pela mágia das máscaras venezianas, rodopiavam, gargalhavam...mal sabiam que dançavam com a morte.
Os vampiros máscarados, os humanos enfeitados com suas ricas jóias, que na noite seguinte aparecia adornando algum dos vampiros do castelo.


Em uma noite, exerto eu..Todos os vampiros estavam no palco, eu me refugiei no camarote assistindo aquela magnífica obra.
Após a dança com os vampiros os humanos deixaram o castelo, o teatro voltou a pertencer apenas ao silêncio.
Fiquei no camarote por algumas horas lembrando de você naqueles palcos, foi quando vi Marius e Lestat conversando, não percebia a o tom a conversa, mas de repente começaram a descutir..
Lestat jogou um dos castiçais no chão...gritando e agitando os braços.
Ele apontou o dedo em riste para Marius e disse que ele ainda se arrependeria.
Ele saiu do palco e Marius ficou de costas, apoiado na cadeira como se pensasse em algo.
De repente pude ver uma pessoa vestida de capa negra em uma máscara, ela trazia algo no meio dos panos de sua capa..Vi quando ela ergueu a mão e pude ver a adaga..gritei por Marius, mas antes que ele pudesse se virar Celete se colocou entre ele e o agressor, sendo atingida no ombro.
O sangue dela jorrava, Marius tentava acudi-la eu desci do camarote e corri até ela, a pessoa correu pelo corredor desaparecendo na escuridão crescente.
Foi quando ao observar com atenção o ferimento, pude ver pelas bordas sa pele dela que ela havia sido ferida com uma adaga exposta ao sol.
E este tipo de ferimento não tem cura para os vampiros, achávamos que era só uma lenda..nunca quisemos descobrir de fato se ela era real ou fantasiosa como tantos outros mitos vampíricos..pagamos pela nossa arrogância e prepotência.



Continua no próximo post