domingo, 27 de junho de 2010

Stelle chora por Armand



Saí daquele jardim e a única coisa que eu sabia era que agora estava de fato sózinha.


Celeste não me queria mais por perto.

Armand estava de fato morto.

Louis..este havia cumprido o que Lestat tantas vezes disse que ele faria, me abandonou.


Caminhei por horas e horas a fio.

Não sei precisar o tempo que isso levou.

Andei, vaguei de canto para canto, trombando em seres humano, procurando por Armand em alguma coisa que fosse, porém não o encontrei.
Lágrimas de sangue banharam a minha face branca.

Avistei um cemitério, entrei.

Era um mundo repleto de estátuas magnificas, anjos, pessoas, em todas as formas mais variadas, tamanhos e formas...Andei por aquele ambiente que como eu tinha jazigos na alma.


Sentei-me à frente de uma linda estátua de mulher..feita em bronze, já negro pelo tempo..os fios de cabelos dela desgrenhados pendendo sobe o rosto, este apoiado em um dos ombros como se o sofrimento houvesse enfim a superado .

Uma das mãos esticadas com um ramo de flores, estás estavam frescas, haviam sido depositada ali há pouco tempo..peguei a rosa mais vermelha e a beijei como se beijasse a face do meu amado Armand..e a devolvi as mãos daquela estátua.


Não sei até hoje a verdadeira história daquela estátua.

Mas criei em minha mente a ilusão que ela estava ali velando o sono do seu homem amado, que ela havia perdido para sempre para a morte..como eu perdi Armand.


Nunca havia sofrido tanto como naquele momento.
Armand havia partido, tudo que eu conhecia até então como estava sendo finalizado.
Deite-me naquele degrau e pedi por minha morte, quem sabe um Deus ou um anjo da morte pudesse enfim me ajudar?
Não sei o que houve depois, acabei adormecendo exausta...
Por algum momento eu sonhei...como disse os sonhos de um vampiro pode ser bem reais..Sentia alguém me tocando, me tomando nos braços e me tirando dali...
Cansada de todos os acontecimentos, exaurida em minha dor preferi acreditar que era um anjo com asas negras estivesse enfim me ouvido e me levando embora da vida em morte.
Despertei algum tempo depois..em um lugar estranho para mim.
Senti o calor de uma lareira, sentia as labaredas lambendo pedaço de madeira...meus olhos correram o teto abobadado acima de mim, a pouca luz não era um problema aos olhos de uma criatura noturna como eu.
Percorri as paredes sem mover nenhum músculo do meu corpo..só meus olhos passeavam...não queria me mover, não queria sair daquele torpor.
Meus olhos pararam numa cadeira colocada em frente da lareira...um vulto..primeiro olhei para ele sem dizer nada...foi quando a voz daquele vulto me trouxe de volta...
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sábado, 26 de junho de 2010

Celeste revelará a verdade?






Celeste se voltou para mim..


Caminhou até bem próxima de mim, eu estava de joelhos na grama verde, quando ela se aproximou de mim ela disse-me olhando de cima:


-Não há nada para você aqui Stelle!
Nada..nem mesmo Armand está aqui para você.

Volte para onde esteve..se souber o que é melhor para você vá pra longe, esqueça que um dia viveu ao lado dos mestres, você não é mais uma de nós.

-Celeste por favor...não me negue a verdade sobre o que houve com Armand.

Falei com a minha antiga mestra, mas ela parecia não ter mais o coração que tinha quando eu a deixei em Paris.
Ela me olhou friamente para me dizer:

-Armand d'Rousseloth morreu...

Meu corpo inteiro doeu, parecia que havia sido atacada por um enxame de abelhas africanas, as que causam mais dores que as comuns..

Sentia-me multilada e como se um soco forte houvesse atingido meus sentidos.
E chorando eu disse:

-Não pode ser! Ele não pode ter ..
-Morrido?
Não seja hipócrita Stelle, mortos todos nós já estamos.
-Mas ele não....
-Ele desistiu Stelle só isso.
-Mas como?
-Não importa... eu já disse, volte para onde veio...Esqueça-se de nós.
Ela disse isso e saiu...
Sentei-e no chão e chorei por horas a fio...Ouvi de longe a porta bater se fechando, olhei para a janela onde antes Celeste apareceu..estava agora fechada e as luzes apagadas...
Percebi que não havia mais motivos e nem razões para continuar naquele jardim.
Levantei-me e saí ...por mais que quisesse permanecer ali já não era mais possivél.
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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Stelle finalmente fala com sua mestra...








Eu quis ir embora.


E me virei para sair dali daquele jardim, queria ir para longe, mas quando me virei a minha metra estava atras de mim.




Meus olhos saltaram, Celeste estava há um passo de mim, seus olhos calmos, sua pele imaculada, seus longos cabelos negros reluzindo a lua...


Ela me olhou e não me disse nenhum palavra.




Depois de me observar por um tempo, seus olhos procurarm pelas rosas do seu jardim...e retirando uma rosa negra ela voltou-se para minha frente...E estendeu sua mão para mim com a rosa...não pude deixar de notar a aliança grossissima que agora ela usava na mão esquerda simbolo do seu amor e casamento com Marius.


Ela não me dizia nenhuma palavra...apenas me olhava e estendia-me aquela rosa negra.




Quando eu estendi a mão para pega-la...Celeste levantou a mão rapidamente e acertou meu rosto com o caule repleto de espinhos...e me acertou por inumeras vezes.

Virei minha face sentindo ela queimar e arder ..o sangue logo brotou de minha pele pálida e manchou meu rosto..

Voltei meu rosto para Celeste e não conseguia encara-la.

A minha mestra agarrou meu queixo e só então ouvi a voz dela.


-Olhe pra mim!


Ordenou Celeste , os olho dela gora ardiam em ódio, sua voz era uma misto de rancor e emoção...Olhei para ela, e vi que ela tinha lágrimas nos olhos..

Ela agora segurava meu pescoço e suas longas unhas penetravam minha pele...não tentei me soltar, de uma certa forma queria que ela acabasse logo com o que eu chamava de vida em morte..

Porém ela respirou fundo e fechou os olhos, soltando-me...só então percebi que ela havia me erguido do chão e ao me libertar caí pesadamente aos seus pés.


Ela me olhava, o vento fazia seus cabelos voarem livres, e me fez pensar em borboletas nas manhãs de primavera em Paris, imagens que se misturvam em minha mente, poucas recordações de uma vida humana que tive por tão poucos anos.


Celeste então disse:


-Como pode voltar agora Stelle?

Depois de tudo que fez...você abandonou Armand, fugiu durânte o meu casamento com Marius..

Você tem noção ou uma pequena idéia do quanto te procuramos? do quanto tentamos achar uma pista que nos levasse até você?

Para depois de três noites perceber que Louis também havia sumido...e só então Armand se deu conta que a vampira, a mulher que ele amou tanto, que a transformou em um ser imortal porque não suportaria jamais perdê-la havia ido embora.

Você o destruiu Stelle, ele poderia suportar qualquer traição, qualquer dor menos a de te ver sair do lado dele como você saiu.


-Celeste!


Tentei explicar os meus motvos mas ela gritou:


-Não fale nada Stelle!

Não pode explicar o que não há explicação.

Você o traiu, e não foi por simplismente amar a Louis, pois isso seria perfeitamente aceitavél..Mas foi por deixa-lo, foi por abandona-lo, fugir dele e de todos nós como você o fez.


Olhei pra o rosto dela, mas ela não se parecia mais com a minha adoravél Celeste.

Ela se virou, deu alguns passos e parou de costas para mim dizendo:


- Volte para de onde você veio Stelle! não há mais nada para você aqui.


Então eu criei coragem e pergutei:


-Onde está Armand?


Celeste se virou pr mim e me encrando com lágrimas cortando sua face ela disse:




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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Stelle vê Celeste....



Eu me sentia mais perdida alí a poucos metros dos meus mestres que estive quando permaneci longe deles.


Sentia o vento tocar minha pele e meus cabelos...minha capa agitava-se e eu queria está lá dentro daquela casa..

Deixe-me falar da casa:


Era uma linda mansão mais ou menos do século XVII imponente e grande.

Suas paredes tinha cor de musgo e as janelas do estilo colonial com lindas cortinas na cor mate..Não dava para ver por dentro, mas uma das janelas abertas para o jardim sul mostravam um papel de parede com minusculas rosas desenhadas, além de um abajour de cristal puro, deveria ser da França, pois Celeste sempre gostou de peças daquele estilo..Também vi um móvel alto na cor de carvalho envelhecido e um forro em cetim vinho.. estava repletos de livros ...


Pela pouca iluminação logo percebi que eram velas... e aquela a biblioteca de Marius.


Lembrei me da nossa enorme biblioteca no castelo e da sala particular de Armand sempre podia encontra-lo lá, durânte horas da noite ele ficava lá com seus livros, Celeste entrava no gabinete trazendo suas rosas nas mãos e conversava com seu irmão por algum tempo, depois o beijava gentilmente na testa, limpava a marca do seu batom vermelho e saia para as ruas...

Por algum momento senti meu coração aquietar-se e aquecer-se por alguns poucos minutos...ânsiava para reencontra-los...


Quando voltei meus olhos para aquela janela aberta eu pude ver um vulto puxando as cortinas..E ao afasta-las reconheci aquele perfil.

Os longos cabelos negros e soltos sobre uma vestimenta em cetim vermelho rubro..a pele branca e as longas unhas também pintadas de vermelho...um vento tocou sua pele e seus cabelos voaram revelando-se negros e enormes...Era Celeste d' Romanus.

Ela olhou para o alto e viu a lua turva...sorriu e fechou os olhos por alguns segundos..respirou fundo e derepente abriu os olhos e colocou a mão sobre o peito como se tivesse levado um golpe..

Os olhos da mãe dos vampiros varreram todo ambiente e procuravam por alguém no jardim..


Celeste abriu a outra parte da janela até então fechada e olhou para as rosas...saindo em seguida.

Então a porta da frente da casa se abriu e ela logo surgiu naquela enorme varanda..então pude ve-la completamente...

Ela desceu as escadas da frente da casa, segurando as amplas saias de seus vestidos, estava descalça...e logo ela estava no gramado verde do jardim..procurando por algo, rodava ás vezes, olhava para a escuridão..


Então ela disse:


- Saía das sombras!
Se veio até mim é porque quer me ver.
Não ousaria ultrapassar aquele portão se não soubesse o que encontraria após ele..


Fiquei parada! olhava para ela que estava olhando em direção a arvore que eu estava atrás..

Queria sair das sombras e ir até ela, mas meu medo me paralisava ali.


Foi então que...



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terça-feira, 22 de junho de 2010

Deserre revela a Stelle como chegar até os mestres.



Petrus entrou na cabine e Deserré se encontou no canto da cabine deixando que ele visse apenas o seu perfil.
Ele sentou-se e ficou apenas olhando para mim como se não visse Deserré ali tão próxima dele.


Então ela estendendo a mão da escuridão, me entregou um cartão com o endereço final de onde poderia achar os mestres, e atrás escrito em próprio punho um numero de telefone onde poderia encontrar a ela e Lestat se eu precisasse deles.


Ela partiu, até hoje não sei se ela continuou a viagem conosco ou se de fato saiu do trem.


Petrus levantou-se e veio até mim, me abraçando disse:


-Agora você poderá encontrar seus mestres minha cara.


-Não sei se eles me receberão Petrus!


Ele me abraçou ...ficamos ali em meio ao silêncio e a escuridão.


Na noite seguinte chegamos na cidade de Kitte.

E logo estávamos no lugar indicado por Deserré como sendo a casa de Celeste...

Queria correr para aquele portal gigântesco, queria gritar pelo nome dela, que aquela porta se abrisse e a mãe dos vampiros aparecesse naquela porta com seus braços brancos e sua face etérea..que me abraçasse e disesse que estáva feliz em me ver.


Mas o meu corpo parecia congelado, não conseguia dar um passo em direção ao portal..As lágrimas começaram a correr pela minha face pálida mesmo quando eu tentei segurar meu choro..


Um vento frio tocou os galhos das árvores dos jardins...

fechei meus olhos, e com meus sentidos de vampira começei a andar pelo lugar..então senti um odor, um odor por mim sempre conhecido e revelado...Não ousei abrir meus olhos, apenas senti o cheiro..o odor que exlava..o perfume que me disse finalmente aos meus ouvidos : " O cheiro de sua casa"...o cheiro das rosas de Celeste...


Sentia aquele perfume que por décadas embalou todos os acontecimentos no teatro em Veneza.. Tive medo de abrir meus olhos e ser Celeste a minha frente, na minha mente eu imaginava que ela me expulsaria, que ela me escurraçaria dos jardins..

Em outras visões eu sentia que ela me abraçava, afgava meus cabelos e me dizia:

"Está em casa minha criança, está em casa."


Porém quando abri os olhos, estava no roseiral dela sim.

Reconheceria as rosas dela em qualquer canto do universo..

Mas elas também haviam mudado, Celeste agora não as cultivava em cores diferentes..eram todas negras e algumas vermelhas...as minhas rosas brancas não existiam, também não existiam as rosas azuis, cor de rosa ou chá...apenas existiam vermelho sangue e negros como os cabelos de Armand e suas vestes, por isso eram dele as rosas negras.


Estaria Armand ali naquele mesmo lugar?


Celeste me receberia?


Tantas perguntas outra vez...Nenhuma certeza...e a busca por respostas...



Continua no próximo post

Deserre revela à Stelle onde estão os mestres..



Deserré agora caminhava tranquilamente pelo espeço restrito da cabine que nos encontravámos..

Parou perto da janela e começou a tirar as luvas que ela usava até então...


Olhou para mim com seus olhos cinza, incrivél como ela agora estava mais parecida com Lestat do que a última vez que a tinha visto.

Até os gestos, o sorriso irritante nos lábios, os movimentos de uma felina agora milimétricamente ensaiados.

Era óbvio que ela ainda estava com Lestat, isso sempre a diferenciou de mim e a aproximou de Celeste, ela jamais iria abandonar o vampiro que ela amava..Tão diferente do que eu havia feito com Armand.


Então as palavras dela quebraram meus pensamentos:


-Acha mesmo que eu não abandonaria Lestat?


Olhei para ela e pude perceber que as décadas longe dela tinham dado a Deserre não só um ar de superioridade, mas ela de fato havia desenvolvido seus sentidos de vampira..Ela agora podia ler mentes como eu.

Não pude deixar de me assustar, e logo imaginar o que ela deveria ter arrancado dos humanos que cruzavam seu caminho por todo este tempo.
Induzindo-os a fazer tudo o que ela queria.


- Não deixaria Lestat como você fez com Armand, pelo fato que sou parte dele, o sangue dele é o que corre em minhas veias..

-Sangue?
É veneno o que corre em tuas veias..Seria mais apropriado dizer..
Lestat tem veneno em suas entranhas e foi isso que ele te deu quando bebeu todos seu sangue e te devolveu em forma de imortalidade.


-Veneno?

Deserre falou com um tom desafiador porém calmo..

-Você não é tão diferente de mim Stelle.
O mesmo veneno que corre em mim corre em ti, afinal...Como diria Armand com seu jeito poético: Nossos beijos são fatais..

Deserre sorriu..e voltou a caminhar na cabine, até sentar-se na cadeira que tinha ali.


-Stelle, Stelle!
Você voltou bem mais parecida com Louis que poderia supor..
Lestat sempre me disse que ele era um vampiro chorão, lamentando a beleza da noite..Agora eu vejo que você está como ele.
Um imortal que só falta ter pena dos humanos..Não está se alimentando de ratos e galinhas como ele..ou está?


A minha vontade era de pega-la pelo pescoço e joga-la para fora do trem, com sorte a sua cabeça se separaria do corpo e seria o fim dela.
Mas logo fui tomada pela visão do Demônio saindo do inferno e vindo socorrer Deserre, pegando sua cabeça e a recolocando no lugar...um monte de imagens sem nexo invadiram a minha mente...
Deserre ali à minha frente falava algo, mas eu estava tão envolvida no que via que não ouvi uma palavra sequer.
Ela então caminhou até mim e segurando meus ombros disse:


-Celeste e os outros mestres estão em Kitie.

As palavras dela me trouxeram de volta.
E eu olhando para ela perguntei:

-Kitie?

-Sim!
Mas acho que eles não vão querer ve-la Stelle...

-Todos eles estão lá?

- Não sei! mas Celeste sim.
Procura-los seria um erro Stelle, e por isso estoua aqui..
Lestat me enviou para pedi-la que nos acompanhe, que retorne para Veneza para o castelo, que você possa ao nosso lado reerguer o Teatro dos Vampiros, e tudo voltará a ser como antes.
Antes que ela pudesse continuar a falar aquelas sandices eu a fiz parar de falar:

-Me unir à vocês?
Vocês querem que eu abandone os meus mestres, que deixe de lado tudo que eu sou e me una à vocês dois?
Me torne suja, baixa, vil...um demônio como ambos? É isso?


Os olhos dela agora ardiam e ela disse:

-Você já os deixou há muito tempo Stelle.
Deixou-os quando fugiu com Louis e Armand a procurou por noites até se dá conta que você jamais voltaria.
Você não é tão diferente de Lestat quando quer parecer ser.


Nos encaramos e Petrus entrou na cabine...



Continua no proximo post.

sábado, 19 de junho de 2010

Stelle e Petrus partem em busca de Celeste..




Na mesma noite eu segui com Petrus para Finlândia.


Chegamos em Helsink e o inverno já se anunciava..


Se vampiros sentem frio?
Asseguro-lhes que sim, tanto quanto um humano..

Petrus quem falva com os humanos nesta longa viagem em busca de Celeste e dos demais mestres do castelo...Antes está tarefa era feita por intermediários, pessoas que Armand contactava e cuidava de todos os detalhes para nós.


Desta vez era Petrus quem usava artifícios para tentar manter-me a salvo de algum humano curioso que pudessem abrir o meu caixão me expondo a luz do sol..

Durânte o dia ele procurava por pistas em vilas e locais onde pudessem achar algum vestigio dos mestres do castelo..A noite eu me unia a ele nesta caçada e assim avançavamos em direção ao caminho certo que nos levariam até eles.
Queria encontrar algum vampiro que me levassem até minha eterna amiga Celeste, mas foi um vampiro quem me achou antes.

Estavamos na cabine do trem que cortava a Filândia, quando senti a presença de outro imortal no mesmo lugar...Olhando para a escuridão pedi que Petrus saisse da cabine coma desculpa que precisava de velas, nem sei como tive está idéia, ele por outro lado, educado e sensivél me atendeu sem fazer nenhum tipo de comentário ou perguntas.

Então disse a escuridão:

-Te senti quando cruzamos a porta, porque não o atacou?

-Porque eu não estaria sendo eu se atacasse o protegido de Stelle d'Rousseloth sem nem ao menos faze-la lutar para mante-lo vivo.

-Décadas se passaram, o mundo mudou a sua volta e continua sendo a mesma estúpida vampira de sempre, a mesma menina mimada e inconsequente....ainda usa o mesmo nome: Deserré d' Leancourt?

A bela vampira saiu do escuro e caminhou até mim, a luz fraca cortava a escuridão como relâmpagos..e ela se aproximou de mim..
Eu estava errada: Ela havia mudado...os olhos cinza agora tinham uma véu violeta flutuando, como os olhos de Lestat, a pele imaculada e branca estava ainda mais reluzente...vestia uma corset vinho contrastando com sua pele pálida ..os longos cabelos negros, estavam presos por presilhas de pequenas pérolas e cristais..A capa que a protegia do frio tinha era da cor preta com detalhes prata, o holograma Ld'L bordado cuidadosamente..

Ela estava muito mais bonita que dá última vez que eu a vi.

Havia se transformado numa linda mulher...vampira...

Deserre sentou-se na cadeira que estava perto de mim..e olhando para mim disse:

-Stelle, Stelle...Finalmente o diálogo interrompido em Notredame poderá ser retomado...

-Quando você quiser querida demônio alada de Lestat...

Deserré gargalhou jogando seus cachos para trás e voltando a me olhar..dizendo:

-Oh! Deus dos vampiros...Se é que temos um...temos Stelle?
Ah, sim! você também não deve saber...Armand não te ensinou muita coisa..E Celeste estava ocupada demais com suas rosas para te responder isso não é?

Olhei para Deserré sentindo vontade de esgana-la, mas ela continuou a falar....

Continua no próximo post.


sexta-feira, 18 de junho de 2010

Deserre minha musa eterna.



Feliz em saber que vc tbm se juntou à nós outra vez.


Celeste (Natasha) tbm está de volta...saudades do tempo que escrevia para vcs e sabia que sempre estariam lá para ler.

Sim minha querida! Eles voltaram e Deserré sempre foi parte especial,forte e linda disso tudo, não poderia retornar com tudo sem ela não é msm?

Adorei saber que vc nos encontrou..O Teatro sempre teve este dom, unir os que como nós amam os encantos da noite desta maravilhsa saga de vampiros..


Hoje em dia infelismente este lance de Crepúsculo tenha diminuido e mto os bons e velhos contos de vampiros sedutores,mágicos,jovens e poderosos como nosso belo e sempre amado Lestat.


Este proximo post trará novas revelações e na próxima semana Deserre e Lestat tbm adentram a cena no nosso cantinho.


Seu espaço será sempre o SEU ESPAÇO, jamais darei a outra pessoa...isso pode ter ctz.


Te amei há 5 anos atrás, durânte todo este tempo que ficamos calados e amarei para sempre minha musa e amiga.



bjos para vc


Stelle

Dimitri Janov fala dos mestres...




Dimitri parou em minha frente e disse-me:


-E se eu te disser que o ato não acabou?

Que o espetáculo recomeçará...


Olhei para ele e senti o sangue frio de minhas veias descongelarem, correntes de sensações passaram por minha pele..ondas de calor,arrepios de frio....Dimitri continuou a falar:


-Após o casamento de Celeste com Marius seguimos todos para Finlândia, uma cidade chamada Kerava foi eleita como nosso novo lar.

Após alguns mêses Lestat e Deserré partiram, retornaram para o castelo de Veneza onde Armand ainda residia junto com Nichay Redmon e Brigitty Nielsen..


Após uma longa temporada de paz entre nós, está foi quebrada com as notícias vindas da Itália...Celeste e Marius partiram para Veneza...não sei precisar o tempo que ficaram lá..E as novidades vindas de lá não eram de fato tão explicáveis.


Nos falavam de uma verdadeira guerra entre Celeste e Deserré, que quase destruiu as duas..Armand parecia está perdido em sua própria dor, e inerte a tudo que acontecia no castelo.


Lestat enfim conseguiu o que queria, em uma madrugada quando o sol nascia, ele e Deserré expulsaram os demais vampiros do castelo..Houve uma verdadeira guerra, e os mestres foram expostos ao sol.



Nesta hora Dimitri parou de falar, os olhos dele procuraram pela janela..Uma suave música ao longe parecia invadir o quarto do hotel.

Ele olhou para as paredes, seus olhos percorreram o papel de parede, procurando por algo, que na verdade jamais esteve lá.


Então perguntei com medo da resposta:


-Eles foram ......?


Dimitri parou perto da janela aberta, e olhou por ela.

O vento soprava frio, e as cortinas voavam quase tocando o vampiro..

Ele sem me dirigir os olhos disse:


-Celeste foi ferida com a luz do sol, ao se agarrar em Marius quando ele tropeçou e caiu cegado pela luz.

Brigitty conseguiu ser salva por outros vampiros que souberam do que estava havendo no teatro.

Armand ..


-O que houve com Armand? Onde ele está Dimitri?


O silêncio tomou onta do lugar.

E Dimitri então me disse:


-Não sabemos o que houve com ele.

Marius diz que a última vez que o viu foi na entrada principal do teatro..

Mas nunca mais ele foi visto...Procuramos por vários e vários anos, siguimos as pistas, não nos levaram a lugar algum.



Meu corpo doía com todas as revelações de Dimitri..esperei por tantas décadas para reencontrar Armand e agora eu nem sabia se o Mestre dos Mestres ainda existia.


Dimitri parou de falar por alguns momentos e então se voltou para mim.
Parou a minha frente, eu me encontrava sentada á beira da cama..ele então ajoelhou-se a minha frente e segurou minhas mãos...
E abrindo o casaco negro, tirou um envelope e disse-me:
-Vá ao encontro dos seus mestres, procure por Celeste..Ela sempre se manteve perto de você, busque a mãe dos vampiros...
Peguei o envelope, me levantei e caminhei até o centro do quarto com o mesmo envelope lacrado em minhas mãos.
Eu o abri e dentro havia uma arta de Celeste e um mapa que me levaria até ela.
Quando olhei para trás procurando Dimitri, ele já havia partido...
Voltei a ler as instruções de Celeste...e então....
Continua no próximo post

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Stelle reecontra Dimitri Janov



Quando me virei para a porta pude ver Dimitri parado na entrada.


Nunca haviamos sido próximos no teatro.

Viviamos no meso lugar, conheciamos as mesmas pessoas, mas nunca havíamos sido confidêntes e nem conselheiro.


Porém era ele, a face mais próxima do meu passado que eu tinha ali na minha frente naquele momento.


Ele sorriu e abriu os braços para mim, eu corri para seu abraço e ele falou:


-Onde você esteve este tempo todo?


-Procurando respostas.


Ele olhou para mim e disse:


-As encontrou?


Balancei a cabeça negativamente...


-Você sabia que todos os segredos e tudo o que precisava saber estava no teatro..Não precisava procurar fora de nossa linhagem.


Eu o olhei nos olhos e disse:


-Você foi criado tanto tempo depois de mim, no entanto parece ter mais dols mestres em você do que jamais houve em mim.


Ele sorriu e tocando meu queixo disse:


-Nunca quis procurar respostas que pudesse não me ajudar a ser melhor, mas que pudessem me trazer dúvidas do que eu sou e fui.

Não a respostas que não nos venham no tempo certo..se elas não vieram tem duas explicações: Ou não chegou a hora ou não é para sabermos.


Abaixei os olhos, ele me fez olha-lo e disse:


-Eu sei o que você está procurando.


Senti meu coração pulsando, sabia que as respostas que eu queria estavam próximas...sempre a eterna busca pelas respostas que eu não tinha.

Dimitri caminhou pelo quarto e depois de um tempo disse:


-Eu sei onde estão a mãe dos vampiros e Marius.


-Celeste e Marius estão ....


-Vivos?


Ele sorriu com o tom de minha exitação e disse:


-Não!

Eles não estão..mas oras, o que estou falando? Nem eu e nem você estamos..


Sorrimos, ele olhou para o lado e disse:


-Ele?


Apontando para Petrus.


-Não!

Ele é só um amigo...


-Amigo humano..


Dimitri caminhou para perto de Petrus e parando em sua frente o encarou...sem tirar os olhos dele disse:


-Não deverias brincar com a comida Stelle.


Petrus deu um passo em direção a Dimitri e logo eu estava entre os dois..


-Parem!


Ambos se encararam e Petru disse ainda olhando para Dimitri:


-É seguro você ficar a sós com ele?


-Sim! pode ir.


Dimitri riu e não pode deixar de fazer um comentário em um tom irônico sobre a pergunta de Petrus:


-Você não tem noção do que ela é..


Petrus o olhou, pegou a capa e disse:


-Com certeza ela não é um dêmonio como você.


A porta logo se fechou e Dimitri voltou-se para mim...Com o dedo em riste me disse:


-O que acha que está fazendo?

Um humano?


-Pare Dimitri, eu preciso dele...


-Precisa? Olha para você...se esqueceu de quem você é?

Onde está Stelle d'Rousseloth? Onde está a vampira que não temia nem aos mestres? Onde ela está?


Ao me dizer tais palavras eu sentia cada uma delas cortar minha carne como se fossem golpes de espada...sdenteime na ponta da cama atrás de mim e abaixei a cabeça...


Dimitri continuou a me dizer o que eu era, quem eu fui e o que estava me tornando ali na frente dele...


Então levantei os olhos para ele e disse:


-Eu era um personagem.

Era a boneca inanimada de Armand, sendo penteada, vestida e colocada por Celeste para enfeitar o camarote de luxo naquele velho teatro...

Acabou o teatro Dimitri...o ato foi encerrado...As cortinas se fecharam...



Dimitri caminhou até mim e ajoelhando-se a minha frente disse:




continua no próximo post

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Stelle lembra da sua mestra e amiga.



Olhar aquela pétala de rosa branca me fez pensar no teatro, e em tudo que eu havia deixado para trás para seguir Louis.
Lembrei-me de quando Celeste me encontrou pela última vez na biblioteca do tetrao, quando ela que estava sentada no escuro, acendeu o abjour de luz amarelada que ficava ao lado da cadeira de Armand e me disse:

-Nem todas as coisas que queremos saber nos farão crescer.
Existem coisas que apenas tem o dom de ferir e não de amadurecer ou criar sabedoria..

Eu olhei para ela e disse que iria segur o meu caminho..
Celeste se levantou, caminhou até mim...e olhando em meus olhos disse-me:

"Existem caminhos que uma vez percorrido, não há chances de volta."

Ela saiu da biblioteca e não olhou para trás..
Na mesma noite segui para Paris e de lá para América.

Nunca mais vi a minha mestra e amiga.

Petrus olhava para mim, seu rosto de traços perfeitos não tinha nenhuma animação..
Eu procurei a luz das ruas...mas achei apenas o nevoeiro caracteristico daquela época do ano.

Voltei a olhar para Petrus e disse:

-Você iria comigo em busca dos meus mestres?

Petrus olhou para mim e me disse:

-Eu iria com você mesmo que esta não fosse a sua vontade.

Sorri e o abraçei...
Voltamos para a janela e recostei minha cabeça no peito dele que me segurava pelos quadris, enquanto olhávamos a bela Paris a nossos pés.

Seguindo o mapa e instruções de Magnus partimos para Holanda na noite seguinte..
Seguindo pistas que nos levavam a nada por noites e noites, já estava desistindo, começa a achar que Magnus havia feito alguma piada com a minha dor..Armand havia sido seu pupilo..e eu o havia abandonado.

Foi então que um toque na porta do quarto de hotel que estava hospedados trouxe uma grande surpresa...

Ao abri a porta, Petrus disse:

-Pois não!

Eu estava de costas, porém um caláfrio correu pelo meu corpo, eu reconheceria aquela voz onde quer que eu estivesse...era a voz de...


Continua no proximo post

terça-feira, 15 de junho de 2010

Stelle e Pétrus conversam...


Eu fiquei ali abraçada à ele.
Mas ele estava errado, não havia lugar seguro para mim em nenhum lugar que eu fosse.
Acostumei-me a passar toda a minha eternidade junto dos outros vampiros do teatro, deixei-os para seguir para o novo mundo, mas tinha comigo Louis Point du' Lac, era a primeira vez que eu de fato estava sózinha e longe de todos que amei e conheci.

Aquele humano tocava minha pele e me fazia pensar: " Meu Deus! ele não pode se aproximar tanto de mim assim, é perigoso para ele..."

Mas por outro lado não havia lugar algum que eu quisesse está além de nos braços dele.
Foi quando ele me disse:

-Os seus mestres!

-O que tem eles?

-Estão no norte da europa, mais precisamente em Berlim...

Afastei-me do peito dele e disse assuastada:

-Como assim?
Como você sabe deles?

Petrus olhou para mim e abaixou os olhos procurando algo no chão...

-Conheço o vampiro que os levou para lá.

-Conhece?
Você conhece Lestat?

-Lestat?
Não foi ele quem os levou para lá, e sim Magnus um vampiro que apereceu aqui ontem a noite e deixou este envelope para você.

Ele estendeu a mão para mim e eu rapidamente peguei-o..abri e dentro um pequeno cartão com instruções para eu achar os mestres, mas o que me chamou atenção foi uma pétala de rosa branca solta dentro do envelope..
Rosas brancas eram dadas por Celeste para mim..Ela sempre as colocava em meus aposentos, ou espalhava as pétalas nas noites de inverno de 16 de junho porque ela sabia que era a data em que eu fui criada por Armand.