quarta-feira, 16 de junho de 2010

Stelle lembra da sua mestra e amiga.



Olhar aquela pétala de rosa branca me fez pensar no teatro, e em tudo que eu havia deixado para trás para seguir Louis.
Lembrei-me de quando Celeste me encontrou pela última vez na biblioteca do tetrao, quando ela que estava sentada no escuro, acendeu o abjour de luz amarelada que ficava ao lado da cadeira de Armand e me disse:

-Nem todas as coisas que queremos saber nos farão crescer.
Existem coisas que apenas tem o dom de ferir e não de amadurecer ou criar sabedoria..

Eu olhei para ela e disse que iria segur o meu caminho..
Celeste se levantou, caminhou até mim...e olhando em meus olhos disse-me:

"Existem caminhos que uma vez percorrido, não há chances de volta."

Ela saiu da biblioteca e não olhou para trás..
Na mesma noite segui para Paris e de lá para América.

Nunca mais vi a minha mestra e amiga.

Petrus olhava para mim, seu rosto de traços perfeitos não tinha nenhuma animação..
Eu procurei a luz das ruas...mas achei apenas o nevoeiro caracteristico daquela época do ano.

Voltei a olhar para Petrus e disse:

-Você iria comigo em busca dos meus mestres?

Petrus olhou para mim e me disse:

-Eu iria com você mesmo que esta não fosse a sua vontade.

Sorri e o abraçei...
Voltamos para a janela e recostei minha cabeça no peito dele que me segurava pelos quadris, enquanto olhávamos a bela Paris a nossos pés.

Seguindo o mapa e instruções de Magnus partimos para Holanda na noite seguinte..
Seguindo pistas que nos levavam a nada por noites e noites, já estava desistindo, começa a achar que Magnus havia feito alguma piada com a minha dor..Armand havia sido seu pupilo..e eu o havia abandonado.

Foi então que um toque na porta do quarto de hotel que estava hospedados trouxe uma grande surpresa...

Ao abri a porta, Petrus disse:

-Pois não!

Eu estava de costas, porém um caláfrio correu pelo meu corpo, eu reconheceria aquela voz onde quer que eu estivesse...era a voz de...


Continua no proximo post

Um comentário:

Deze Rezende disse...

Oi Aline/Nina/Stelle
Seus textos continuam mravilhosos!
Adoro o jeito que você escreve pois lembra Anne Rice, e é ótimo ter alguém que ainda escreve como ela nesses tempos de Crepúsculo!!
Beijos