terça-feira, 22 de junho de 2010

Deserre revela a Stelle como chegar até os mestres.



Petrus entrou na cabine e Deserré se encontou no canto da cabine deixando que ele visse apenas o seu perfil.
Ele sentou-se e ficou apenas olhando para mim como se não visse Deserré ali tão próxima dele.


Então ela estendendo a mão da escuridão, me entregou um cartão com o endereço final de onde poderia achar os mestres, e atrás escrito em próprio punho um numero de telefone onde poderia encontrar a ela e Lestat se eu precisasse deles.


Ela partiu, até hoje não sei se ela continuou a viagem conosco ou se de fato saiu do trem.


Petrus levantou-se e veio até mim, me abraçando disse:


-Agora você poderá encontrar seus mestres minha cara.


-Não sei se eles me receberão Petrus!


Ele me abraçou ...ficamos ali em meio ao silêncio e a escuridão.


Na noite seguinte chegamos na cidade de Kitte.

E logo estávamos no lugar indicado por Deserré como sendo a casa de Celeste...

Queria correr para aquele portal gigântesco, queria gritar pelo nome dela, que aquela porta se abrisse e a mãe dos vampiros aparecesse naquela porta com seus braços brancos e sua face etérea..que me abraçasse e disesse que estáva feliz em me ver.


Mas o meu corpo parecia congelado, não conseguia dar um passo em direção ao portal..As lágrimas começaram a correr pela minha face pálida mesmo quando eu tentei segurar meu choro..


Um vento frio tocou os galhos das árvores dos jardins...

fechei meus olhos, e com meus sentidos de vampira começei a andar pelo lugar..então senti um odor, um odor por mim sempre conhecido e revelado...Não ousei abrir meus olhos, apenas senti o cheiro..o odor que exlava..o perfume que me disse finalmente aos meus ouvidos : " O cheiro de sua casa"...o cheiro das rosas de Celeste...


Sentia aquele perfume que por décadas embalou todos os acontecimentos no teatro em Veneza.. Tive medo de abrir meus olhos e ser Celeste a minha frente, na minha mente eu imaginava que ela me expulsaria, que ela me escurraçaria dos jardins..

Em outras visões eu sentia que ela me abraçava, afgava meus cabelos e me dizia:

"Está em casa minha criança, está em casa."


Porém quando abri os olhos, estava no roseiral dela sim.

Reconheceria as rosas dela em qualquer canto do universo..

Mas elas também haviam mudado, Celeste agora não as cultivava em cores diferentes..eram todas negras e algumas vermelhas...as minhas rosas brancas não existiam, também não existiam as rosas azuis, cor de rosa ou chá...apenas existiam vermelho sangue e negros como os cabelos de Armand e suas vestes, por isso eram dele as rosas negras.


Estaria Armand ali naquele mesmo lugar?


Celeste me receberia?


Tantas perguntas outra vez...Nenhuma certeza...e a busca por respostas...



Continua no próximo post

Um comentário:

Deze Rezende disse...

Adorei o post como sempre!!
O jeito como você descreve as rosas de Celeste é incrível!

Beijos