
Saí daquele jardim e a única coisa que eu sabia era que agora estava de fato sózinha.
Celeste não me queria mais por perto.
Armand estava de fato morto.
Louis..este havia cumprido o que Lestat tantas vezes disse que ele faria, me abandonou.
Caminhei por horas e horas a fio.
Não sei precisar o tempo que isso levou.
Andei, vaguei de canto para canto, trombando em seres humano, procurando por Armand em alguma coisa que fosse, porém não o encontrei.
Lágrimas de sangue banharam a minha face branca.Avistei um cemitério, entrei.
Era um mundo repleto de estátuas magnificas, anjos, pessoas, em todas as formas mais variadas, tamanhos e formas...Andei por aquele ambiente que como eu tinha jazigos na alma.
Sentei-me à frente de uma linda estátua de mulher..feita em bronze, já negro pelo tempo..os fios de cabelos dela desgrenhados pendendo sobe o rosto, este apoiado em um dos ombros como se o sofrimento houvesse enfim a superado .
Uma das mãos esticadas com um ramo de flores, estás estavam frescas, haviam sido depositada ali há pouco tempo..peguei a rosa mais vermelha e a beijei como se beijasse a face do meu amado Armand..e a devolvi as mãos daquela estátua.
Não sei até hoje a verdadeira história daquela estátua.
Mas criei em minha mente a ilusão que ela estava ali velando o sono do seu homem amado, que ela havia perdido para sempre para a morte..como eu perdi Armand.
Nunca havia sofrido tanto como naquele momento.
Armand havia partido, tudo que eu conhecia até então como estava sendo finalizado.
Deite-me naquele degrau e pedi por minha morte, quem sabe um Deus ou um anjo da morte pudesse enfim me ajudar?
Não sei o que houve depois, acabei adormecendo exausta...
Por algum momento eu sonhei...como disse os sonhos de um vampiro pode ser bem reais..Sentia alguém me tocando, me tomando nos braços e me tirando dali...
Cansada de todos os acontecimentos, exaurida em minha dor preferi acreditar que era um anjo com asas negras estivesse enfim me ouvido e me levando embora da vida em morte.
Despertei algum tempo depois..em um lugar estranho para mim.
Senti o calor de uma lareira, sentia as labaredas lambendo pedaço de madeira...meus olhos correram o teto abobadado acima de mim, a pouca luz não era um problema aos olhos de uma criatura noturna como eu.
Percorri as paredes sem mover nenhum músculo do meu corpo..só meus olhos passeavam...não queria me mover, não queria sair daquele torpor.
Meus olhos pararam numa cadeira colocada em frente da lareira...um vulto..primeiro olhei para ele sem dizer nada...foi quando a voz daquele vulto me trouxe de volta...
Continua no próximo post
Um comentário:
Adorei o post!
O jeito como você descreveu o sofrimento da Stelle foi impecável! Me lembrou até um pouco quando Lestat volta do inferno com o véu de Veronica, em Memnoch...
Eu ainda não acredito que o Armand morreu :(
Beijos
Deze
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