
Petrus quem falva com os humanos nesta longa viagem em busca de Celeste e dos demais mestres do castelo...Antes está tarefa era feita por intermediários, pessoas que Armand contactava e cuidava de todos os detalhes para nós.
Desta vez era Petrus quem usava artifícios para tentar manter-me a salvo de algum humano curioso que pudessem abrir o meu caixão me expondo a luz do sol..
Durânte o dia ele procurava por pistas em vilas e locais onde pudessem achar algum vestigio dos mestres do castelo..A noite eu me unia a ele nesta caçada e assim avançavamos em direção ao caminho certo que nos levariam até eles.
Queria encontrar algum vampiro que me levassem até minha eterna amiga Celeste, mas foi um vampiro quem me achou antes.
Estavamos na cabine do trem que cortava a Filândia, quando senti a presença de outro imortal no mesmo lugar...Olhando para a escuridão pedi que Petrus saisse da cabine coma desculpa que precisava de velas, nem sei como tive está idéia, ele por outro lado, educado e sensivél me atendeu sem fazer nenhum tipo de comentário ou perguntas.
Então disse a escuridão:
-Te senti quando cruzamos a porta, porque não o atacou?
-Porque eu não estaria sendo eu se atacasse o protegido de Stelle d'Rousseloth sem nem ao menos faze-la lutar para mante-lo vivo.
-Décadas se passaram, o mundo mudou a sua volta e continua sendo a mesma estúpida vampira de sempre, a mesma menina mimada e inconsequente....ainda usa o mesmo nome: Deserré d' Leancourt?
A bela vampira saiu do escuro e caminhou até mim, a luz fraca cortava a escuridão como relâmpagos..e ela se aproximou de mim..
Eu estava errada: Ela havia mudado...os olhos cinza agora tinham uma véu violeta flutuando, como os olhos de Lestat, a pele imaculada e branca estava ainda mais reluzente...vestia uma corset vinho contrastando com sua pele pálida ..os longos cabelos negros, estavam presos por presilhas de pequenas pérolas e cristais..A capa que a protegia do frio tinha era da cor preta com detalhes prata, o holograma Ld'L bordado cuidadosamente..
Ela estava muito mais bonita que dá última vez que eu a vi.
Havia se transformado numa linda mulher...vampira...
Deserre sentou-se na cadeira que estava perto de mim..e olhando para mim disse:
-Stelle, Stelle...Finalmente o diálogo interrompido em Notredame poderá ser retomado...
-Quando você quiser querida demônio alada de Lestat...
Deserré gargalhou jogando seus cachos para trás e voltando a me olhar..dizendo:
-Oh! Deus dos vampiros...Se é que temos um...temos Stelle?
Ah, sim! você também não deve saber...Armand não te ensinou muita coisa..E Celeste estava ocupada demais com suas rosas para te responder isso não é?
Olhei para Deserré sentindo vontade de esgana-la, mas ela continuou a falar....
Continua no próximo post.
Um comentário:
Eba!
Adorei o post! FIcou ótimo, muito bom!
Como disse a Anne Rice uma vez, o Lestat é ela, como ela gostaria de ser... O jeito que você descreve Deserre é o jeito que eu queria ser, tanto fisicamente, quanto na personalidade.
Afinal, sendo filhote de Lestat ela é tão inescrupulosa, inconsequente e bela como ele hehe
Beijos
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