Saí para as ruas com Armand, entramos em becos e vielas escuras, dançavamos com a noite em nossa caçada, como dois felinos esperando sua presa, nos movendo tão rápido que nenhum olho humano percebia nossa presença..bailando, pairando no ar frio..
Paramos horas depois numa entrada de igreja, dois amaldiçoado olhando e contemplando os anjos e santos esculpidos em toda parte.
Armand olhava pra o alto, e então com sua voz forte porém suave disse:
-Lembra-se de como eu adorava sair com você para nossas caçadas?
Mesmo antes de te dá o presente das trevas eu te levava comigo.
Você sempre tão inteligênte, tão feroz parecia ter nascido para ser uma vampira.
Lembra-se de nossa primeira ida a Roma? do Coliseum? quando você entrou naquela arena e me disse que eu era como um leão que outrora saíam para enfrentar os gladiadores, sem medo, sem culpa com garras e caninos afiados.
Então eu sorri e te perguntei: " Se eu sou o leão, quem seria meu gladiador?
E você sedutora e ainda com traços de uma menina olhou para mim e disse-me: Ora Armand não sei de tanta coisa assim.
Rimos, os olhos de Armand percorreram toda frente da igreja até se fixar no chão.
As mãos dele enluvadas agora se uniam em suas costas..A cabeça inclinada com seus lisos cabelos negros soltos, as vezes se movimentando com a brisa fria do inverno.
Então ele falou com a voz embargada.
-Não houve uma só noite em todo estes anos que não desejei ver seu rosto mais uma vez Stelle.
Que não desejasse está como agora estamos aqui: Juntos olhando a beleza despercebida da noite.
-Eu também pensei em tudo isso Armand.
Tentava ocultar isso em mim mesma, criando a frágil ilusão que eu poderia viver longe de você.
Fui uma tola Armand! uma mulher inconsequente, uma vampira imprudente.
Não precisava de respostas para continuar a existir.
Só percebi isso quando já estava bem longe de todos que sempre amei.
-E o que você acha hoje que precisa para existir?
Caminhei para frente de Armand, olhando-o nos olhos disse:
-Eu preciso com certeza da única razão que eu tenho para existir até agora Armand.
Eu só preciso de você! sempre precisei, sempre..
Ao dizer tais palavras, os meus olhos ficaram marejados e Armand pela primeira vez deixou transparecer toda sua fragilidade.
Me abraçou e chorou.
Não sei precisar o tempo que isso durou..
Por mim ficaria a eternidade toda entregue a este momento único.
Mas logo fomos interrompidos.
Continua no próximo post.
Um comentário:
Lindo demais esse post! *.*
Adorei! =D
Beijos
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