quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Celeste....a imortalidade perdida?



Armand sentou-se na cadeira de Marius, estendeu a mão para mim e delicadamente me puxou para seu peito..
Sentada em suas pernas como fazia há muitos anos atrás, tais memorias vinham como flashsaté mim.
Então ele me contou o que havia acontecido com Celeste.


-Aconteceu poucas noites depois que voltamos para o castelo em Veneza.
Lestat e Deserré haviam deixado Paris já há 2 meses e retornado a Itália, ficamos te procurando por alguns meses, porém não havia nenhum rastro seu em lugar algum.
Ficamos sabendo que o "Teatro dos Vampiros" havia reaberto as portas em um espetáculo chamado "Les masques de la vérité"..então voltamos para nossa casa.
Meu coração amargurado e triste atravessando os canais de Veneza, mas era preciso voltar ao meu lar.


Chegamos ao Teatro, e já há muitos anos não o víamos tão repleto de humanos, uma mais fascinante que o outro..
Procurando algo para se agarrar em suas existências mesquinhas.
O espetáculo era um sucesso absoluto, após a encenação, os vampiros desciam do palco e tiravam algumas pessoas do público para dançarem com eles.
Envoltos pela mágia das máscaras venezianas, rodopiavam, gargalhavam...mal sabiam que dançavam com a morte.
Os vampiros máscarados, os humanos enfeitados com suas ricas jóias, que na noite seguinte aparecia adornando algum dos vampiros do castelo.


Em uma noite, exerto eu..Todos os vampiros estavam no palco, eu me refugiei no camarote assistindo aquela magnífica obra.
Após a dança com os vampiros os humanos deixaram o castelo, o teatro voltou a pertencer apenas ao silêncio.
Fiquei no camarote por algumas horas lembrando de você naqueles palcos, foi quando vi Marius e Lestat conversando, não percebia a o tom a conversa, mas de repente começaram a descutir..
Lestat jogou um dos castiçais no chão...gritando e agitando os braços.
Ele apontou o dedo em riste para Marius e disse que ele ainda se arrependeria.
Ele saiu do palco e Marius ficou de costas, apoiado na cadeira como se pensasse em algo.
De repente pude ver uma pessoa vestida de capa negra em uma máscara, ela trazia algo no meio dos panos de sua capa..Vi quando ela ergueu a mão e pude ver a adaga..gritei por Marius, mas antes que ele pudesse se virar Celete se colocou entre ele e o agressor, sendo atingida no ombro.
O sangue dela jorrava, Marius tentava acudi-la eu desci do camarote e corri até ela, a pessoa correu pelo corredor desaparecendo na escuridão crescente.
Foi quando ao observar com atenção o ferimento, pude ver pelas bordas sa pele dela que ela havia sido ferida com uma adaga exposta ao sol.
E este tipo de ferimento não tem cura para os vampiros, achávamos que era só uma lenda..nunca quisemos descobrir de fato se ela era real ou fantasiosa como tantos outros mitos vampíricos..pagamos pela nossa arrogância e prepotência.



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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Celeste e sua nova condição.





Já tinha ouvido falar daquela marca em Celeste, porém jamais tinha visto algo tão horrendo quanto aquilo.
Ela tinha uma chaga aberta no ombro esquerdo, ela ocupava pelo menos a palma de mão de um adulto, por ali o sangue jorrava como em uma fonte.
Ela imortal, mágica e etérea, agora parecia uma mortal com um ferimento extenso.
Era óbvio que ela havia sido tocada pelo sol e mais claro ainda que aquela marca fora provocada por um objeto exposto e aquecido pela luz solar.


Ela parecia frágil, respirando com dificuldade e claro mais pálida e fraca a cada segundo.


Marius afagava seus cabelo dizendo:


-Acalme-se minha querida amada, sabes que logo passará isso, acalme-se.



Celeste chorava, sua face era de dor física...ela não ousava tocar a ferida e gritou quando eu a toquei.
Espantada com o que via eu disse:



-O que está havendo com ela Marius?
Quem fez isso a Celeste?


-Agora não Stelle! agora não...me ajude, pegue uma bacia com agua e panos limpos e traga aqui, rápido.


Desci correndo pelo corredor e a escada de poucos degraus no final dele que me levou a uma cozinha, não entendi porque havia uma ali, visto que os vampiros não se alimentam de nada que não seja sangue.
Mas a situação de Celeste só me fazia pensar nela, e meus outros pensamentos foram todos deixados de lado.


Quando retornei a sala Armand havia chego e estava ajoelhado ao lado de Celeste, depositei a bacia ao lado de Marius e ele começou a gentilmente limpar aquela chagas.
Olhei para Armand que se levantou e me abraçou, me sentia segura e protegida naquele abraço.


Armand me falava baixinho para ter calma e não me preocupar que logo ela estaria bem.
Então ele me disse que eu deveria sair da sala..porém me neguei e ajoelhando-me ao lado de Celeste, tomei a sua mão e disse:


-Estou aqui mãe dos vampiros, tudo acabará bem...


-Celeste olhou para mim e um sorriso brilhou em sua face, para segundos depois ela fechar os olhos e Mariu a tomar nos braços saindo pelo corredor, onde de longe víamos os vestidos brancos de Celeste brilhar na escuridão até não mais ser visto.


Voltei-me para Armand e disse:


-O que houve com ela Armand? quem feriu Celeste com a luz do sol?


Armand me analisou e começou a contar o que houve...e como Celeste havia sido ferida.






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domingo, 29 de agosto de 2010

Celeste fala com Stelle sobre o passado!




Celeste começou a falar...sua voz era mais fraca que o habitual e ela parecia cansada.



-Stelle! não imaginava mais vê-la em minha casa, sobre meus cuidados outra vez..era algo que eu não imaginava eu não queria.
Você sempre forá a minha preferida na casa, era minha filha mais querida, a que no fundo mais se parecia comigo, até o dia que olhei para você e não mais a reconheci.
Eu sabia que você iria embora, que iria nos deixar por Louis, e como eu me odeio por não ter conseguido impedir isso.




-Não foi sua culpa Celeste! eu fui em busca de respostas que não tinha..e que você nem Marius me dariam.



-Você não as teria porque não havia nenhuma resposta.
É como o mal, não tem de ser explicado, não existe o mal mínimo ou máximo apenas há o mal.
A sua face é a mesma sempre Stelle, ele pode até se transfiguirar, mas será sempre o mal.



-Como Lestat!



-Exato! como Lestat.




-Acha que algum dia poderá me perdoar?
Digo me perdoar por tê-los abandonado?



-Apesar de sermos os seres que sobre a terra mas se assemelha a Deus, não cabe a nós o perdão.
Você seguiu o seu coração e foi por amor, e se for por amor tudo se explica,tudo se aceita.


Olhei para Celeste e não ude deixar de me espantar com sua frase, e acima de tudo a sua serenidade.


-Amor?
Eu nunca amei Louis, eu o segui porque ele parecia ser o que mais naquele momento me entendia, mas jamais o amei Celeste.


Celeste sorriu, e fez um gesto com sua mão para que me aproximasse dela...foi o que fiz, ajoelhando-me nos pés da mãe dos vampiros.
Celeste passou a mão pelo meu cabelo e segurou meu queixo gentilmente enquanto aproximava seu rosto do meu, os cilios dela quase tocaram minha pele, então com um sorriso doce e maternal nos lábios disse:



-E quem disse que falei do amor por Louis minha criança?
Você sempre amou Amadeu, sempre o pertenceu...não caberia outro amor em seu peito que não o dele.



As palavras de Celeste me soavam pela primeira vez como as ditas a séculos atrás.
Ela então se afastou e recostou na cadeira outra vez, os olhos dela agora estaam turvos, e por um segundo ela pareceu não nos vê.
Então agitando a mão ela disse:




-Marius, me ajude!



Marios correu para ela e pude ver a cabeça de Celeste pender no peito de Marius que falava algo para ela, mas nem meus ouvidos de vampira uderam captar o que dizia.
Foi então que vi uma mancha novestido dela, me aproximei e toquei a mancha, ao analisar meus dedos pude ver que era sangue.
Voltei-me para ela e puxando seu xale pude ver uma horrenda ferida no ombro da minha mestra, era uma espécie de queimadura, porém o sangue jorrava por aquele ferimento a fazendo ficar cada vez mais fraca e pálida.
Eu conhecia aquela marca, sabia do que se tratava...Celeste havia sido...





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sábado, 28 de agosto de 2010

Stelle conhece os novos moradores da casa dos vampiros..




Quando olhei a minha volta vi que tinham novos vampiros ao meu redor.
Alguns me observavam, outros conversavam entre si mas lógico que o assunto era Stelle d'Rousseloth a vampira que segundo eles havia abandonado Armand e meus semelhantes para sair em busca de um caminho que nem eu sabia qual era.


Marius chamou um a um para me conhecer e fazer as honras da casa como era de costume dele, não me recordo agora o nome exato de cada um, mas alguns se destacaram entre eles.


Gabriel Velours era um jovem de mais ou menos 30 anos, estatura mediana para um homem, cabelos longos, louros com leves cachos nas pontas.. na altura da metade das costas, o corpo magro, olhos verde-oliva..e um sorriso ao mesmo tempo perturbador e doce.


Veio até mim e fazendo uma reverência tomou-me a mão e a beijou.



Jacob Joanes um vampiro vindo das terras geladas e distantes da Filândia, alto e esguio, cabelos negros e longos, os olhos..ah!os olhos....Nunca havia visto nada igual..eram de uma azul do céu límpido de verão, seu contorno somava-se as cores violeta e cinza dando a ele a aura de um mistério contido no olhar.

Gestos comedidos, um sorriso intrigante nos lábios finos e delicados...Seus olhos procuravam por lago em meu rosto, porém se desviavam quando tentava encara-lo..pouco ouvi sua voz naquele instânte.


Marius pediu que ele então tocasse algo no piano para alegrar aquela noite.

Ele imediatamente tocou " A Passionatta "

Todos estávamos parados a sua volta, quando de repente uma outra mão mais delicada que a de Jacob pousou sobre a dele fazendo a canção cessar, delicadamente as mãos dele foram tiradas das teclas daquele piano e a tampa fechou-se impedindo daquela canção continuar.



Celeste havia interrompido a música e olhando para todos seus filhos disse:



-Ganhem as ruas meus queridos.



Imediatamente eles a obedeceram, Gabriel veio até Celeste e como uma mãe ela arrumou a gravata do vampiro, passou as mãos sobre o cabelos dele e o beijou na testa como se o abençoasse.




Mais uma vez ficamos na sala apenas os antigos moradores do castelo de Veneza..

Celeste parada em minha frente, os olhos dela já não ardiam em ódio quando me encarou e sentando-se na cadeira de Marius naquela sala disse-me:






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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Stelle acorda na nova casa dos vampiros!



...

Acordei não sei precisar o tempo certo, mas acredito ter havido uma certa passagem de tempo.

quando abri meus olhos estava em um aposento diferente dos que já conhecia.

Longas cortinas cobriam as paredes e as janelas cuidadosamente, impedindo que qualquer luz solar pudesse entrar pelas frestas.


Sentei-me no caixão e olhei a minha volta procurando alguém então percebi que estava sozinha, uma cama estava arrumada com uma colcha damasco cobrindo..alfomadas com estampas de animais, elas ardiam presa a candelabros nas paredes ricamente decorada com papel de parede na cor vinho com detalhes meticulosamente desenhados em tom dourado.


E o cheiro...

Deixe-me falar dos cheiros.

Um doce toque de lavanda, com canela...e rosas..Oh! sempre as rosas.

Depositadas num vazo de cristal sobre um aparador num canto do quarto..

Soube então que estava na casa de Celeste assim que vi as rosas.


Levante-me e percebi que meus vestidos haviam sido trocados durante o tempo que estive naquela casa.

Procurei por um espelho: Se um vampiro pode se ver em um espelho? Asseguro-lhe que sim! e gostamos bastante deles.

Descobri um banheiro no aposento, pude então tomar um banho e me preparar para enfim encontrar os moradores daquele novo recanto.


Saí do quarto, e vi um longo corredor escuro...no seu final uma escada, peguei um dos candelabros e caminhei por ali a procura de alguém.
Desci as escadas e encontrei um salão vazio...caminhei por ele e tentei abri uma porta, foi quando uma voz cortou a escuridão...
-Stelle d'Rousseloth!
Virei-me sabendo que o mestre de todos os vampiros estava ali..Marius d' Romanus, seus lindos cabelos louros e longos presos delicadamente..as vestes sempre impecáveis, a capa azul cobalto se movendo em torno daquele que criou Armand e Celeste, no fim era meu criador também..ele estava parado, me observava...então um sorriso brincou em seus lábios generosos e ele abriu os braços como um pai ao receber uma filha, caminhei hesitante até aquele vampiro que de tão belo doía até a alma olha-lo...e então o abracei...

Ele me embalou em seus braços e senti sua mão segurando minha cabeça paternalmente.
-Oh minha criança desobediente! te disse tantas vezes que não havia nada no mundo para buscar, não havia nada para procurar lá que não a dor e o sofrimento..quis tanto protege-la acabei a colocando contra Amadeus e Celeste..

Ele então me olhou nos olhos e disse sorrindo:

-Está em casa minha criança, está em casa.

Sorri para ele sentindo a minha alma aquietar-se após tanto tempo, então ele apontando para seu lado direito disse-me:

-Conheça agora seus novos irmãos...os novos filhos de Celeste d'Romanus.

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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Deserre interrompe o encontro de Stelle e Armand!!




Ouvi aplausos perto de mim e de Armand.

Quando olhei vi Deserre d'Leancourt.

Sorrindo como se tivesse acabado de ver uma cena no teatro, aplaudia enquanto andava em nosso redor.


Tentei ir até ela, já me via agarrando seu pescoço..Mas Armand segurou-me e disse:


-Não ligue par ela cariño, não vale a pena perder tempo com Lestat e sua cria.


Olhei para ela, que trazia sempre em seu semblante o sorriso cínico que era igual ao de Lestat..Ela parou em nossa frente e fez uma reverência a Armand, dizendo:


-Saudações mestre do Teatro dos Vampiros.
Oh! esqueci-me, não existe mais teatro...que cabeça a minha.

Ela disse isso debochando, sorrindo, tocando a testa como se tivesse se lembrado de algo..mas era só fingimento.


-O que você quer de nós Deserre?

Vocês tem o teatro, expulsaram a mim e todos os mestres de lá, o que você quer mais?


-Ora Armand! Pelo que me tomas?

Só queria felicitar o casal pelo reencontro, não posso?

Eu sou uma amiga, testemunha da felicidade de vocês, não posso querer compartilhar desde momento de felicidade?


Tentei avançar nela outra vez, mais uma vez fui impedida por Armand.


-O que você e Lestat ganham com tanta maldade? O que vocês ainda podem querer de mim?

-Não queremos nada Armand!
Eu só vim ve-los como eu disse, e claro trazer uma novidade pra vocês.

-Não quero suas novidades Deserré! vem sempre carregadas de maldade, de veneno...

-Tem certeza que não quer saber doce e amavél Stelle?

-Não!

Deserré soltou um suspiro e se aproximando de mim, disse:


-Louis Point du'Lac está de volta também.
Esteve no castelo a sua procura Stelle..
Acho que ele veio buscar sua amada vampira de volta ...Armand.

Me soltei de Armand e voei até Deserré mostrando minhas presas a ela...agarrei-a pelo pescoço e apertei sua garganta...
Ela se arqueou, Armand ao longe falava algo que eu não conseguia atender.

Então a voz da mãe dos vampiros soou mais uma vez na noite!
A voz que era a torrente de sensações reais e irreais..

-Solte-a Stelle!

Olhei para o lado de onde vinha a voz.
O capuz escorregando pelas costas liberando seus longos cabelos negros...Ela em um piscar de olhos estava ao meu lado.
Segurando meu punho, livrou Deserré de minhas garras.
Ela caiu! olhei pra aquele rosto e sentindo como se o mundo estivesse girando mais rapido que o habitual eu só consegui dizer:

-Celeste.

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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Armand e Stelle!!!

Saí para as ruas com Armand, entramos em becos e vielas escuras, dançavamos com a noite em nossa caçada, como dois felinos esperando sua presa, nos movendo tão rápido que nenhum olho humano percebia nossa presença..bailando, pairando no ar frio..


Paramos horas depois numa entrada de igreja, dois amaldiçoado olhando e contemplando os anjos e santos esculpidos em toda parte.



Armand olhava pra o alto, e então com sua voz forte porém suave disse:


-Lembra-se de como eu adorava sair com você para nossas caçadas?
Mesmo antes de te dá o presente das trevas eu te levava comigo.
Você sempre tão inteligênte, tão feroz parecia ter nascido para ser uma vampira.
Lembra-se de nossa primeira ida a Roma? do Coliseum? quando você entrou naquela arena e me disse que eu era como um leão que outrora saíam para enfrentar os gladiadores, sem medo, sem culpa com garras e caninos afiados.
Então eu sorri e te perguntei: " Se eu sou o leão, quem seria meu gladiador?
E você sedutora e ainda com traços de uma menina olhou para mim e disse-me: Ora Armand não sei de tanta coisa assim.



Rimos, os olhos de Armand percorreram toda frente da igreja até se fixar no chão.
As mãos dele enluvadas agora se uniam em suas costas..A cabeça inclinada com seus lisos cabelos negros soltos, as vezes se movimentando com a brisa fria do inverno.
Então ele falou com a voz embargada.


-Não houve uma só noite em todo estes anos que não desejei ver seu rosto mais uma vez Stelle.
Que não desejasse está como agora estamos aqui: Juntos olhando a beleza despercebida da noite.


-Eu também pensei em tudo isso Armand.
Tentava ocultar isso em mim mesma, criando a frágil ilusão que eu poderia viver longe de você.
Fui uma tola Armand! uma mulher inconsequente, uma vampira imprudente.
Não precisava de respostas para continuar a existir.
Só percebi isso quando já estava bem longe de todos que sempre amei.


-E o que você acha hoje que precisa para existir?



Caminhei para frente de Armand, olhando-o nos olhos disse:


-Eu preciso com certeza da única razão que eu tenho para existir até agora Armand.
Eu só preciso de você! sempre precisei, sempre..


Ao dizer tais palavras, os meus olhos ficaram marejados e Armand pela primeira vez deixou transparecer toda sua fragilidade.
Me abraçou e chorou.


Não sei precisar o tempo que isso durou..
Por mim ficaria a eternidade toda entregue a este momento único.


Mas logo fomos interrompidos.


Continua no próximo post.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Armand e Stelle....







Eu sabia que Armand estava magoado.



Sabia também que aquela conversa não seria nada fácil.
E realmente não foi.
Ele caminhou pela sala, olhou para mim, se aproximou de mim, levantou sua mão e passou delicadamente os dedos pela minha face...então seu rosto foi tomado por uma véu negro nos olhos.
Armand levantou a mão para mim como se fosse me bater...fechei os olhos esperando o tapa estalar em meu rosto.
Porém o tapa não veio, abri meus olhos e ele parado na minha frente exibia uma certa perplexidade e me disse com a voz tremula:

-Você achou mesmo que eu iria te bater?
Achou que eu levantaria a minha mão para você?
Realmente achou isso?

Armand se afastou de mim, sentou-se numa cadeira e acendeu uma vela que estava empoeirada perdida sobre uma mesa velha.



Sentou-se olhou para mim e então disse:



-Eu sempre te amei.
Desde quando aquela menina assustada e desprotegida apareceu naquele baile, e depois correu desesperada para o precipício porque achava que se casar forçada era pior que a morte.
A mesma menina que junto comigo partiu deixando para trás a família, os amigos a casa que cresceu..
Para anos e anos mais tarde se tornar Stelle d'Rousseloth.
Jamais eu iria tocar em sua pele de outra forma que não fosse com carinho.



Abaixei a minha cabeça e as lágrimas minhas companheiras mais uma vez explodiram como cachoeiras de sangue manchando minha face.

-Não chore Stelle!
Não há lágrimas para você chorar o que eu sofri longe de você.
Você não sabe o que é procurar pelo que ser que você ama, buscá-lo e então perceber que ele te deixou, que ele partiu e que você não faz parte dele como achava que faria.



Caminhei até ele e me ajoelhei em seus joelhos, cruzei meus braços sobre suas pernas e olhei para ele como fazia quando moravamos no castelo e eu ficava nesta mesma posiçao enquanto ele lia seus poetas preferidos para mim.
Armand mais uma vez tocou meu rosto, e disse:

-Sabe como eu desejei ver teu rosto mais uma vez assim?

-Me perdoe meu amor!

-Perdoar? eu não tenho nada para perdoar Stelle.
Você foi embora procurar as respostas que eu não quis te fornecer.
Hoje vejo que foi ali que eu te perdi, quando neguei a você o conhecimento que tanto te fiz querer aprender.

-Você não me perdeu Armand, sou parte de você..estou aqui de volta e não vou sair de perto de voceê nunca mais.

-Você é a parte mais importânte de mim Stelle, minha alma e coração..mas como ambos estão mortos..

-Não Armand! não.

-Poderia vim comigo para caçar está noite?

Sorri enquanto Armand secav as minhas lágrimas gentilmente...
Ele levantou-se e me deu a mão como sempre fazia em nossas noites em Veneza...saímos e logo ganhamos as ruas..

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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Armand e Stelle...

Abraçei Armand depositando minha cabeça em seu peito.
Chorei não sei dizer por quanto tempo, e ele silênciosamente me acariciava os cabelos.


Lestat havia se recostado num canto daquele quarto e nos observava.
Então Armand começou a falar:



-O que pensava que estava fazendo Lestat?
Indo atras de Stelle, tentando ludibria-la com suas mentiras?


Lestat sorriu balançando a cabeça negativamente.


-Eu sabia que você viria até ela.
Sabia que eu teria apenas de me aproximar de Stelle para que você como um anjo salvador viesse ao auxilio dela.
Estava certo...Você é muito previsivél.


Armando olhou para Lestat e então se afastou de mim me colocando atrás de seu corpo.


-O que mais você quer Lestat?
Já tem o castelo, já destruiu grande parte dos vampiros que conviviam em nossa casa.
O que mais pode querer? Nem de longe somos os vampiros que fomos um dia, por que não segue sua eternidade com Deserre e nos esquece?


-Você não entende não é?
Isso não tem nada haver com poder, você tirou-me Louis uma vez, e ela tirou-me pela segunda vez.


-Ninguém te tirou Louis!
Você o afastou com suas mentiras, sua falta de capacidade..Você é o responsavél por isso não nós.


Lesta nos encarou e então olhando para mim disse:


-Você sabe onde nos encontrar.


Lestat saiu, Armand caminhou um pouco pelo lugar e parou em frente a janela olhando para fora.
Um silêncio fúnebre tomou conta do lugar.
Então eu disse:


-Armand e queria.


-Não Stelle! nãoprecisa me dizer nada.
Pois nada do que você possa me dizer vai fazer apagar todo sofrimento que a sua ausência me trouxe.


Sua palavras cortavam a minha alma..
Armand se virou para mim e então olhando-me disse:


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quinta-feira, 1 de julho de 2010

O príncipe das trevas retornou.




Relutante segui Lestat..



Ele era absurdamnte sedutor, odioso, sexy, hipócrita, um lord...ao boçal.
Não há como definir Lestat que não está confusão de sentimentos e sensações torpes.


Lindo! oh..isso ele sempre fora.


Acredito que por alguns momentos eu pude entender o amor absoluto de entrega total que unia Deserré a ele.
Ela tão jovem ainda decidiu segir com Lestat, sendo sua cria era sua parte.
O sangue dele corria nas veias dela..E toda sua impáfia, seu jeito aristocrata quase como se fizesse parte da realeza.


Oras estás...quem disse que não éramos reis e rainhas num mundo de pagãos?


Segui Lestat por todos os caminhos que ele me levava..
Claro que ele e seu ego não paravam de falar um segundo sequer...eu apensas olhava a minha volta e para o alto, o céu estava violeta, nuves mostravam seu manto poderoso no negro salpicado de estrelas que pairavam sobre nós.


Chegamos em um prédio antigo.
Não era habitado é claro.
Subimos escadas e escadas..vários lances até achar um corredor escuro e com cheiro de madeira envelhecida.
Lestat enfiou a mão pela fresta de uma janela, olhou para seu interior e se voltou a mim..sorriu e disse-me:


-Não precisa ter medo de mim..Só quero te fazer uma surpresa.


Olhei para ele fixamente enquanto dizia :


-Não tenho medo de você principe do mal.



Ele sorriu e rodopiou como se em uma dança..não pude evitar um sorriso frio, ele fazendo piruetas e reverências...


Derepente eo olhar para mim ele ficou sério...
Percebi que alguém havia chegado e estava atrás de mim...O rosto de Lestat endureceu, e como se um véu tivesse coberto o azul cinzento de seus olhos, e estes tivessem ficaram escuros.


Queria me virar para ver quem estava a minhas costas, mas pela primeira vez meu corpo parecia não se mover e pensei:


Lestat! Isso era uma das suas armações, e eu caí em sua armadilha...



Olhei para ele ..ele olhava para mim e fez um gesto com a mão como se me ordenasse a me virar..


Abaixei a cabeça e fui virando-me lentamente..
Ergui meus olhos e só então pude ver quem estava atras de mim...


O corpo alto, os ombros largos, seus cabelos enormes e negros caindo por suas costas...os olhos castanhos esverdeados, quase oliva...a boca que não era pálida como a de outros vampiros...fechei meus olhos por alguns segundos, lágrimas banharam meu rosto...Senti seu toque em minha face..como se estivesse secando minhas lágrimas..Reconheci a gene do seu toque..


Então ouvi sua voz suave e forte..


-Não chore mon jolie petit.....estou aqui...



Abraçada a ele só consegui dizer um único nome:



-Armand!


domingo, 27 de junho de 2010

Stelle chora por Armand



Saí daquele jardim e a única coisa que eu sabia era que agora estava de fato sózinha.


Celeste não me queria mais por perto.

Armand estava de fato morto.

Louis..este havia cumprido o que Lestat tantas vezes disse que ele faria, me abandonou.


Caminhei por horas e horas a fio.

Não sei precisar o tempo que isso levou.

Andei, vaguei de canto para canto, trombando em seres humano, procurando por Armand em alguma coisa que fosse, porém não o encontrei.
Lágrimas de sangue banharam a minha face branca.

Avistei um cemitério, entrei.

Era um mundo repleto de estátuas magnificas, anjos, pessoas, em todas as formas mais variadas, tamanhos e formas...Andei por aquele ambiente que como eu tinha jazigos na alma.


Sentei-me à frente de uma linda estátua de mulher..feita em bronze, já negro pelo tempo..os fios de cabelos dela desgrenhados pendendo sobe o rosto, este apoiado em um dos ombros como se o sofrimento houvesse enfim a superado .

Uma das mãos esticadas com um ramo de flores, estás estavam frescas, haviam sido depositada ali há pouco tempo..peguei a rosa mais vermelha e a beijei como se beijasse a face do meu amado Armand..e a devolvi as mãos daquela estátua.


Não sei até hoje a verdadeira história daquela estátua.

Mas criei em minha mente a ilusão que ela estava ali velando o sono do seu homem amado, que ela havia perdido para sempre para a morte..como eu perdi Armand.


Nunca havia sofrido tanto como naquele momento.
Armand havia partido, tudo que eu conhecia até então como estava sendo finalizado.
Deite-me naquele degrau e pedi por minha morte, quem sabe um Deus ou um anjo da morte pudesse enfim me ajudar?
Não sei o que houve depois, acabei adormecendo exausta...
Por algum momento eu sonhei...como disse os sonhos de um vampiro pode ser bem reais..Sentia alguém me tocando, me tomando nos braços e me tirando dali...
Cansada de todos os acontecimentos, exaurida em minha dor preferi acreditar que era um anjo com asas negras estivesse enfim me ouvido e me levando embora da vida em morte.
Despertei algum tempo depois..em um lugar estranho para mim.
Senti o calor de uma lareira, sentia as labaredas lambendo pedaço de madeira...meus olhos correram o teto abobadado acima de mim, a pouca luz não era um problema aos olhos de uma criatura noturna como eu.
Percorri as paredes sem mover nenhum músculo do meu corpo..só meus olhos passeavam...não queria me mover, não queria sair daquele torpor.
Meus olhos pararam numa cadeira colocada em frente da lareira...um vulto..primeiro olhei para ele sem dizer nada...foi quando a voz daquele vulto me trouxe de volta...
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sábado, 26 de junho de 2010

Celeste revelará a verdade?






Celeste se voltou para mim..


Caminhou até bem próxima de mim, eu estava de joelhos na grama verde, quando ela se aproximou de mim ela disse-me olhando de cima:


-Não há nada para você aqui Stelle!
Nada..nem mesmo Armand está aqui para você.

Volte para onde esteve..se souber o que é melhor para você vá pra longe, esqueça que um dia viveu ao lado dos mestres, você não é mais uma de nós.

-Celeste por favor...não me negue a verdade sobre o que houve com Armand.

Falei com a minha antiga mestra, mas ela parecia não ter mais o coração que tinha quando eu a deixei em Paris.
Ela me olhou friamente para me dizer:

-Armand d'Rousseloth morreu...

Meu corpo inteiro doeu, parecia que havia sido atacada por um enxame de abelhas africanas, as que causam mais dores que as comuns..

Sentia-me multilada e como se um soco forte houvesse atingido meus sentidos.
E chorando eu disse:

-Não pode ser! Ele não pode ter ..
-Morrido?
Não seja hipócrita Stelle, mortos todos nós já estamos.
-Mas ele não....
-Ele desistiu Stelle só isso.
-Mas como?
-Não importa... eu já disse, volte para onde veio...Esqueça-se de nós.
Ela disse isso e saiu...
Sentei-e no chão e chorei por horas a fio...Ouvi de longe a porta bater se fechando, olhei para a janela onde antes Celeste apareceu..estava agora fechada e as luzes apagadas...
Percebi que não havia mais motivos e nem razões para continuar naquele jardim.
Levantei-me e saí ...por mais que quisesse permanecer ali já não era mais possivél.
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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Stelle finalmente fala com sua mestra...








Eu quis ir embora.


E me virei para sair dali daquele jardim, queria ir para longe, mas quando me virei a minha metra estava atras de mim.




Meus olhos saltaram, Celeste estava há um passo de mim, seus olhos calmos, sua pele imaculada, seus longos cabelos negros reluzindo a lua...


Ela me olhou e não me disse nenhum palavra.




Depois de me observar por um tempo, seus olhos procurarm pelas rosas do seu jardim...e retirando uma rosa negra ela voltou-se para minha frente...E estendeu sua mão para mim com a rosa...não pude deixar de notar a aliança grossissima que agora ela usava na mão esquerda simbolo do seu amor e casamento com Marius.


Ela não me dizia nenhuma palavra...apenas me olhava e estendia-me aquela rosa negra.




Quando eu estendi a mão para pega-la...Celeste levantou a mão rapidamente e acertou meu rosto com o caule repleto de espinhos...e me acertou por inumeras vezes.

Virei minha face sentindo ela queimar e arder ..o sangue logo brotou de minha pele pálida e manchou meu rosto..

Voltei meu rosto para Celeste e não conseguia encara-la.

A minha mestra agarrou meu queixo e só então ouvi a voz dela.


-Olhe pra mim!


Ordenou Celeste , os olho dela gora ardiam em ódio, sua voz era uma misto de rancor e emoção...Olhei para ela, e vi que ela tinha lágrimas nos olhos..

Ela agora segurava meu pescoço e suas longas unhas penetravam minha pele...não tentei me soltar, de uma certa forma queria que ela acabasse logo com o que eu chamava de vida em morte..

Porém ela respirou fundo e fechou os olhos, soltando-me...só então percebi que ela havia me erguido do chão e ao me libertar caí pesadamente aos seus pés.


Ela me olhava, o vento fazia seus cabelos voarem livres, e me fez pensar em borboletas nas manhãs de primavera em Paris, imagens que se misturvam em minha mente, poucas recordações de uma vida humana que tive por tão poucos anos.


Celeste então disse:


-Como pode voltar agora Stelle?

Depois de tudo que fez...você abandonou Armand, fugiu durânte o meu casamento com Marius..

Você tem noção ou uma pequena idéia do quanto te procuramos? do quanto tentamos achar uma pista que nos levasse até você?

Para depois de três noites perceber que Louis também havia sumido...e só então Armand se deu conta que a vampira, a mulher que ele amou tanto, que a transformou em um ser imortal porque não suportaria jamais perdê-la havia ido embora.

Você o destruiu Stelle, ele poderia suportar qualquer traição, qualquer dor menos a de te ver sair do lado dele como você saiu.


-Celeste!


Tentei explicar os meus motvos mas ela gritou:


-Não fale nada Stelle!

Não pode explicar o que não há explicação.

Você o traiu, e não foi por simplismente amar a Louis, pois isso seria perfeitamente aceitavél..Mas foi por deixa-lo, foi por abandona-lo, fugir dele e de todos nós como você o fez.


Olhei pra o rosto dela, mas ela não se parecia mais com a minha adoravél Celeste.

Ela se virou, deu alguns passos e parou de costas para mim dizendo:


- Volte para de onde você veio Stelle! não há mais nada para você aqui.


Então eu criei coragem e pergutei:


-Onde está Armand?


Celeste se virou pr mim e me encrando com lágrimas cortando sua face ela disse:




Continua no próximo post

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Stelle vê Celeste....



Eu me sentia mais perdida alí a poucos metros dos meus mestres que estive quando permaneci longe deles.


Sentia o vento tocar minha pele e meus cabelos...minha capa agitava-se e eu queria está lá dentro daquela casa..

Deixe-me falar da casa:


Era uma linda mansão mais ou menos do século XVII imponente e grande.

Suas paredes tinha cor de musgo e as janelas do estilo colonial com lindas cortinas na cor mate..Não dava para ver por dentro, mas uma das janelas abertas para o jardim sul mostravam um papel de parede com minusculas rosas desenhadas, além de um abajour de cristal puro, deveria ser da França, pois Celeste sempre gostou de peças daquele estilo..Também vi um móvel alto na cor de carvalho envelhecido e um forro em cetim vinho.. estava repletos de livros ...


Pela pouca iluminação logo percebi que eram velas... e aquela a biblioteca de Marius.


Lembrei me da nossa enorme biblioteca no castelo e da sala particular de Armand sempre podia encontra-lo lá, durânte horas da noite ele ficava lá com seus livros, Celeste entrava no gabinete trazendo suas rosas nas mãos e conversava com seu irmão por algum tempo, depois o beijava gentilmente na testa, limpava a marca do seu batom vermelho e saia para as ruas...

Por algum momento senti meu coração aquietar-se e aquecer-se por alguns poucos minutos...ânsiava para reencontra-los...


Quando voltei meus olhos para aquela janela aberta eu pude ver um vulto puxando as cortinas..E ao afasta-las reconheci aquele perfil.

Os longos cabelos negros e soltos sobre uma vestimenta em cetim vermelho rubro..a pele branca e as longas unhas também pintadas de vermelho...um vento tocou sua pele e seus cabelos voaram revelando-se negros e enormes...Era Celeste d' Romanus.

Ela olhou para o alto e viu a lua turva...sorriu e fechou os olhos por alguns segundos..respirou fundo e derepente abriu os olhos e colocou a mão sobre o peito como se tivesse levado um golpe..

Os olhos da mãe dos vampiros varreram todo ambiente e procuravam por alguém no jardim..


Celeste abriu a outra parte da janela até então fechada e olhou para as rosas...saindo em seguida.

Então a porta da frente da casa se abriu e ela logo surgiu naquela enorme varanda..então pude ve-la completamente...

Ela desceu as escadas da frente da casa, segurando as amplas saias de seus vestidos, estava descalça...e logo ela estava no gramado verde do jardim..procurando por algo, rodava ás vezes, olhava para a escuridão..


Então ela disse:


- Saía das sombras!
Se veio até mim é porque quer me ver.
Não ousaria ultrapassar aquele portão se não soubesse o que encontraria após ele..


Fiquei parada! olhava para ela que estava olhando em direção a arvore que eu estava atrás..

Queria sair das sombras e ir até ela, mas meu medo me paralisava ali.


Foi então que...



Continua no próximo post

terça-feira, 22 de junho de 2010

Deserre revela a Stelle como chegar até os mestres.



Petrus entrou na cabine e Deserré se encontou no canto da cabine deixando que ele visse apenas o seu perfil.
Ele sentou-se e ficou apenas olhando para mim como se não visse Deserré ali tão próxima dele.


Então ela estendendo a mão da escuridão, me entregou um cartão com o endereço final de onde poderia achar os mestres, e atrás escrito em próprio punho um numero de telefone onde poderia encontrar a ela e Lestat se eu precisasse deles.


Ela partiu, até hoje não sei se ela continuou a viagem conosco ou se de fato saiu do trem.


Petrus levantou-se e veio até mim, me abraçando disse:


-Agora você poderá encontrar seus mestres minha cara.


-Não sei se eles me receberão Petrus!


Ele me abraçou ...ficamos ali em meio ao silêncio e a escuridão.


Na noite seguinte chegamos na cidade de Kitte.

E logo estávamos no lugar indicado por Deserré como sendo a casa de Celeste...

Queria correr para aquele portal gigântesco, queria gritar pelo nome dela, que aquela porta se abrisse e a mãe dos vampiros aparecesse naquela porta com seus braços brancos e sua face etérea..que me abraçasse e disesse que estáva feliz em me ver.


Mas o meu corpo parecia congelado, não conseguia dar um passo em direção ao portal..As lágrimas começaram a correr pela minha face pálida mesmo quando eu tentei segurar meu choro..


Um vento frio tocou os galhos das árvores dos jardins...

fechei meus olhos, e com meus sentidos de vampira começei a andar pelo lugar..então senti um odor, um odor por mim sempre conhecido e revelado...Não ousei abrir meus olhos, apenas senti o cheiro..o odor que exlava..o perfume que me disse finalmente aos meus ouvidos : " O cheiro de sua casa"...o cheiro das rosas de Celeste...


Sentia aquele perfume que por décadas embalou todos os acontecimentos no teatro em Veneza.. Tive medo de abrir meus olhos e ser Celeste a minha frente, na minha mente eu imaginava que ela me expulsaria, que ela me escurraçaria dos jardins..

Em outras visões eu sentia que ela me abraçava, afgava meus cabelos e me dizia:

"Está em casa minha criança, está em casa."


Porém quando abri os olhos, estava no roseiral dela sim.

Reconheceria as rosas dela em qualquer canto do universo..

Mas elas também haviam mudado, Celeste agora não as cultivava em cores diferentes..eram todas negras e algumas vermelhas...as minhas rosas brancas não existiam, também não existiam as rosas azuis, cor de rosa ou chá...apenas existiam vermelho sangue e negros como os cabelos de Armand e suas vestes, por isso eram dele as rosas negras.


Estaria Armand ali naquele mesmo lugar?


Celeste me receberia?


Tantas perguntas outra vez...Nenhuma certeza...e a busca por respostas...



Continua no próximo post

Deserre revela à Stelle onde estão os mestres..



Deserré agora caminhava tranquilamente pelo espeço restrito da cabine que nos encontravámos..

Parou perto da janela e começou a tirar as luvas que ela usava até então...


Olhou para mim com seus olhos cinza, incrivél como ela agora estava mais parecida com Lestat do que a última vez que a tinha visto.

Até os gestos, o sorriso irritante nos lábios, os movimentos de uma felina agora milimétricamente ensaiados.

Era óbvio que ela ainda estava com Lestat, isso sempre a diferenciou de mim e a aproximou de Celeste, ela jamais iria abandonar o vampiro que ela amava..Tão diferente do que eu havia feito com Armand.


Então as palavras dela quebraram meus pensamentos:


-Acha mesmo que eu não abandonaria Lestat?


Olhei para ela e pude perceber que as décadas longe dela tinham dado a Deserre não só um ar de superioridade, mas ela de fato havia desenvolvido seus sentidos de vampira..Ela agora podia ler mentes como eu.

Não pude deixar de me assustar, e logo imaginar o que ela deveria ter arrancado dos humanos que cruzavam seu caminho por todo este tempo.
Induzindo-os a fazer tudo o que ela queria.


- Não deixaria Lestat como você fez com Armand, pelo fato que sou parte dele, o sangue dele é o que corre em minhas veias..

-Sangue?
É veneno o que corre em tuas veias..Seria mais apropriado dizer..
Lestat tem veneno em suas entranhas e foi isso que ele te deu quando bebeu todos seu sangue e te devolveu em forma de imortalidade.


-Veneno?

Deserre falou com um tom desafiador porém calmo..

-Você não é tão diferente de mim Stelle.
O mesmo veneno que corre em mim corre em ti, afinal...Como diria Armand com seu jeito poético: Nossos beijos são fatais..

Deserre sorriu..e voltou a caminhar na cabine, até sentar-se na cadeira que tinha ali.


-Stelle, Stelle!
Você voltou bem mais parecida com Louis que poderia supor..
Lestat sempre me disse que ele era um vampiro chorão, lamentando a beleza da noite..Agora eu vejo que você está como ele.
Um imortal que só falta ter pena dos humanos..Não está se alimentando de ratos e galinhas como ele..ou está?


A minha vontade era de pega-la pelo pescoço e joga-la para fora do trem, com sorte a sua cabeça se separaria do corpo e seria o fim dela.
Mas logo fui tomada pela visão do Demônio saindo do inferno e vindo socorrer Deserre, pegando sua cabeça e a recolocando no lugar...um monte de imagens sem nexo invadiram a minha mente...
Deserre ali à minha frente falava algo, mas eu estava tão envolvida no que via que não ouvi uma palavra sequer.
Ela então caminhou até mim e segurando meus ombros disse:


-Celeste e os outros mestres estão em Kitie.

As palavras dela me trouxeram de volta.
E eu olhando para ela perguntei:

-Kitie?

-Sim!
Mas acho que eles não vão querer ve-la Stelle...

-Todos eles estão lá?

- Não sei! mas Celeste sim.
Procura-los seria um erro Stelle, e por isso estoua aqui..
Lestat me enviou para pedi-la que nos acompanhe, que retorne para Veneza para o castelo, que você possa ao nosso lado reerguer o Teatro dos Vampiros, e tudo voltará a ser como antes.
Antes que ela pudesse continuar a falar aquelas sandices eu a fiz parar de falar:

-Me unir à vocês?
Vocês querem que eu abandone os meus mestres, que deixe de lado tudo que eu sou e me una à vocês dois?
Me torne suja, baixa, vil...um demônio como ambos? É isso?


Os olhos dela agora ardiam e ela disse:

-Você já os deixou há muito tempo Stelle.
Deixou-os quando fugiu com Louis e Armand a procurou por noites até se dá conta que você jamais voltaria.
Você não é tão diferente de Lestat quando quer parecer ser.


Nos encaramos e Petrus entrou na cabine...



Continua no proximo post.

sábado, 19 de junho de 2010

Stelle e Petrus partem em busca de Celeste..




Na mesma noite eu segui com Petrus para Finlândia.


Chegamos em Helsink e o inverno já se anunciava..


Se vampiros sentem frio?
Asseguro-lhes que sim, tanto quanto um humano..

Petrus quem falva com os humanos nesta longa viagem em busca de Celeste e dos demais mestres do castelo...Antes está tarefa era feita por intermediários, pessoas que Armand contactava e cuidava de todos os detalhes para nós.


Desta vez era Petrus quem usava artifícios para tentar manter-me a salvo de algum humano curioso que pudessem abrir o meu caixão me expondo a luz do sol..

Durânte o dia ele procurava por pistas em vilas e locais onde pudessem achar algum vestigio dos mestres do castelo..A noite eu me unia a ele nesta caçada e assim avançavamos em direção ao caminho certo que nos levariam até eles.
Queria encontrar algum vampiro que me levassem até minha eterna amiga Celeste, mas foi um vampiro quem me achou antes.

Estavamos na cabine do trem que cortava a Filândia, quando senti a presença de outro imortal no mesmo lugar...Olhando para a escuridão pedi que Petrus saisse da cabine coma desculpa que precisava de velas, nem sei como tive está idéia, ele por outro lado, educado e sensivél me atendeu sem fazer nenhum tipo de comentário ou perguntas.

Então disse a escuridão:

-Te senti quando cruzamos a porta, porque não o atacou?

-Porque eu não estaria sendo eu se atacasse o protegido de Stelle d'Rousseloth sem nem ao menos faze-la lutar para mante-lo vivo.

-Décadas se passaram, o mundo mudou a sua volta e continua sendo a mesma estúpida vampira de sempre, a mesma menina mimada e inconsequente....ainda usa o mesmo nome: Deserré d' Leancourt?

A bela vampira saiu do escuro e caminhou até mim, a luz fraca cortava a escuridão como relâmpagos..e ela se aproximou de mim..
Eu estava errada: Ela havia mudado...os olhos cinza agora tinham uma véu violeta flutuando, como os olhos de Lestat, a pele imaculada e branca estava ainda mais reluzente...vestia uma corset vinho contrastando com sua pele pálida ..os longos cabelos negros, estavam presos por presilhas de pequenas pérolas e cristais..A capa que a protegia do frio tinha era da cor preta com detalhes prata, o holograma Ld'L bordado cuidadosamente..

Ela estava muito mais bonita que dá última vez que eu a vi.

Havia se transformado numa linda mulher...vampira...

Deserre sentou-se na cadeira que estava perto de mim..e olhando para mim disse:

-Stelle, Stelle...Finalmente o diálogo interrompido em Notredame poderá ser retomado...

-Quando você quiser querida demônio alada de Lestat...

Deserré gargalhou jogando seus cachos para trás e voltando a me olhar..dizendo:

-Oh! Deus dos vampiros...Se é que temos um...temos Stelle?
Ah, sim! você também não deve saber...Armand não te ensinou muita coisa..E Celeste estava ocupada demais com suas rosas para te responder isso não é?

Olhei para Deserré sentindo vontade de esgana-la, mas ela continuou a falar....

Continua no próximo post.


sexta-feira, 18 de junho de 2010

Deserre minha musa eterna.



Feliz em saber que vc tbm se juntou à nós outra vez.


Celeste (Natasha) tbm está de volta...saudades do tempo que escrevia para vcs e sabia que sempre estariam lá para ler.

Sim minha querida! Eles voltaram e Deserré sempre foi parte especial,forte e linda disso tudo, não poderia retornar com tudo sem ela não é msm?

Adorei saber que vc nos encontrou..O Teatro sempre teve este dom, unir os que como nós amam os encantos da noite desta maravilhsa saga de vampiros..


Hoje em dia infelismente este lance de Crepúsculo tenha diminuido e mto os bons e velhos contos de vampiros sedutores,mágicos,jovens e poderosos como nosso belo e sempre amado Lestat.


Este proximo post trará novas revelações e na próxima semana Deserre e Lestat tbm adentram a cena no nosso cantinho.


Seu espaço será sempre o SEU ESPAÇO, jamais darei a outra pessoa...isso pode ter ctz.


Te amei há 5 anos atrás, durânte todo este tempo que ficamos calados e amarei para sempre minha musa e amiga.



bjos para vc


Stelle

Dimitri Janov fala dos mestres...




Dimitri parou em minha frente e disse-me:


-E se eu te disser que o ato não acabou?

Que o espetáculo recomeçará...


Olhei para ele e senti o sangue frio de minhas veias descongelarem, correntes de sensações passaram por minha pele..ondas de calor,arrepios de frio....Dimitri continuou a falar:


-Após o casamento de Celeste com Marius seguimos todos para Finlândia, uma cidade chamada Kerava foi eleita como nosso novo lar.

Após alguns mêses Lestat e Deserré partiram, retornaram para o castelo de Veneza onde Armand ainda residia junto com Nichay Redmon e Brigitty Nielsen..


Após uma longa temporada de paz entre nós, está foi quebrada com as notícias vindas da Itália...Celeste e Marius partiram para Veneza...não sei precisar o tempo que ficaram lá..E as novidades vindas de lá não eram de fato tão explicáveis.


Nos falavam de uma verdadeira guerra entre Celeste e Deserré, que quase destruiu as duas..Armand parecia está perdido em sua própria dor, e inerte a tudo que acontecia no castelo.


Lestat enfim conseguiu o que queria, em uma madrugada quando o sol nascia, ele e Deserré expulsaram os demais vampiros do castelo..Houve uma verdadeira guerra, e os mestres foram expostos ao sol.



Nesta hora Dimitri parou de falar, os olhos dele procuraram pela janela..Uma suave música ao longe parecia invadir o quarto do hotel.

Ele olhou para as paredes, seus olhos percorreram o papel de parede, procurando por algo, que na verdade jamais esteve lá.


Então perguntei com medo da resposta:


-Eles foram ......?


Dimitri parou perto da janela aberta, e olhou por ela.

O vento soprava frio, e as cortinas voavam quase tocando o vampiro..

Ele sem me dirigir os olhos disse:


-Celeste foi ferida com a luz do sol, ao se agarrar em Marius quando ele tropeçou e caiu cegado pela luz.

Brigitty conseguiu ser salva por outros vampiros que souberam do que estava havendo no teatro.

Armand ..


-O que houve com Armand? Onde ele está Dimitri?


O silêncio tomou onta do lugar.

E Dimitri então me disse:


-Não sabemos o que houve com ele.

Marius diz que a última vez que o viu foi na entrada principal do teatro..

Mas nunca mais ele foi visto...Procuramos por vários e vários anos, siguimos as pistas, não nos levaram a lugar algum.



Meu corpo doía com todas as revelações de Dimitri..esperei por tantas décadas para reencontrar Armand e agora eu nem sabia se o Mestre dos Mestres ainda existia.


Dimitri parou de falar por alguns momentos e então se voltou para mim.
Parou a minha frente, eu me encontrava sentada á beira da cama..ele então ajoelhou-se a minha frente e segurou minhas mãos...
E abrindo o casaco negro, tirou um envelope e disse-me:
-Vá ao encontro dos seus mestres, procure por Celeste..Ela sempre se manteve perto de você, busque a mãe dos vampiros...
Peguei o envelope, me levantei e caminhei até o centro do quarto com o mesmo envelope lacrado em minhas mãos.
Eu o abri e dentro havia uma arta de Celeste e um mapa que me levaria até ela.
Quando olhei para trás procurando Dimitri, ele já havia partido...
Voltei a ler as instruções de Celeste...e então....
Continua no próximo post

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Stelle reecontra Dimitri Janov



Quando me virei para a porta pude ver Dimitri parado na entrada.


Nunca haviamos sido próximos no teatro.

Viviamos no meso lugar, conheciamos as mesmas pessoas, mas nunca havíamos sido confidêntes e nem conselheiro.


Porém era ele, a face mais próxima do meu passado que eu tinha ali na minha frente naquele momento.


Ele sorriu e abriu os braços para mim, eu corri para seu abraço e ele falou:


-Onde você esteve este tempo todo?


-Procurando respostas.


Ele olhou para mim e disse:


-As encontrou?


Balancei a cabeça negativamente...


-Você sabia que todos os segredos e tudo o que precisava saber estava no teatro..Não precisava procurar fora de nossa linhagem.


Eu o olhei nos olhos e disse:


-Você foi criado tanto tempo depois de mim, no entanto parece ter mais dols mestres em você do que jamais houve em mim.


Ele sorriu e tocando meu queixo disse:


-Nunca quis procurar respostas que pudesse não me ajudar a ser melhor, mas que pudessem me trazer dúvidas do que eu sou e fui.

Não a respostas que não nos venham no tempo certo..se elas não vieram tem duas explicações: Ou não chegou a hora ou não é para sabermos.


Abaixei os olhos, ele me fez olha-lo e disse:


-Eu sei o que você está procurando.


Senti meu coração pulsando, sabia que as respostas que eu queria estavam próximas...sempre a eterna busca pelas respostas que eu não tinha.

Dimitri caminhou pelo quarto e depois de um tempo disse:


-Eu sei onde estão a mãe dos vampiros e Marius.


-Celeste e Marius estão ....


-Vivos?


Ele sorriu com o tom de minha exitação e disse:


-Não!

Eles não estão..mas oras, o que estou falando? Nem eu e nem você estamos..


Sorrimos, ele olhou para o lado e disse:


-Ele?


Apontando para Petrus.


-Não!

Ele é só um amigo...


-Amigo humano..


Dimitri caminhou para perto de Petrus e parando em sua frente o encarou...sem tirar os olhos dele disse:


-Não deverias brincar com a comida Stelle.


Petrus deu um passo em direção a Dimitri e logo eu estava entre os dois..


-Parem!


Ambos se encararam e Petru disse ainda olhando para Dimitri:


-É seguro você ficar a sós com ele?


-Sim! pode ir.


Dimitri riu e não pode deixar de fazer um comentário em um tom irônico sobre a pergunta de Petrus:


-Você não tem noção do que ela é..


Petrus o olhou, pegou a capa e disse:


-Com certeza ela não é um dêmonio como você.


A porta logo se fechou e Dimitri voltou-se para mim...Com o dedo em riste me disse:


-O que acha que está fazendo?

Um humano?


-Pare Dimitri, eu preciso dele...


-Precisa? Olha para você...se esqueceu de quem você é?

Onde está Stelle d'Rousseloth? Onde está a vampira que não temia nem aos mestres? Onde ela está?


Ao me dizer tais palavras eu sentia cada uma delas cortar minha carne como se fossem golpes de espada...sdenteime na ponta da cama atrás de mim e abaixei a cabeça...


Dimitri continuou a me dizer o que eu era, quem eu fui e o que estava me tornando ali na frente dele...


Então levantei os olhos para ele e disse:


-Eu era um personagem.

Era a boneca inanimada de Armand, sendo penteada, vestida e colocada por Celeste para enfeitar o camarote de luxo naquele velho teatro...

Acabou o teatro Dimitri...o ato foi encerrado...As cortinas se fecharam...



Dimitri caminhou até mim e ajoelhando-se a minha frente disse:




continua no próximo post

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Stelle lembra da sua mestra e amiga.



Olhar aquela pétala de rosa branca me fez pensar no teatro, e em tudo que eu havia deixado para trás para seguir Louis.
Lembrei-me de quando Celeste me encontrou pela última vez na biblioteca do tetrao, quando ela que estava sentada no escuro, acendeu o abjour de luz amarelada que ficava ao lado da cadeira de Armand e me disse:

-Nem todas as coisas que queremos saber nos farão crescer.
Existem coisas que apenas tem o dom de ferir e não de amadurecer ou criar sabedoria..

Eu olhei para ela e disse que iria segur o meu caminho..
Celeste se levantou, caminhou até mim...e olhando em meus olhos disse-me:

"Existem caminhos que uma vez percorrido, não há chances de volta."

Ela saiu da biblioteca e não olhou para trás..
Na mesma noite segui para Paris e de lá para América.

Nunca mais vi a minha mestra e amiga.

Petrus olhava para mim, seu rosto de traços perfeitos não tinha nenhuma animação..
Eu procurei a luz das ruas...mas achei apenas o nevoeiro caracteristico daquela época do ano.

Voltei a olhar para Petrus e disse:

-Você iria comigo em busca dos meus mestres?

Petrus olhou para mim e me disse:

-Eu iria com você mesmo que esta não fosse a sua vontade.

Sorri e o abraçei...
Voltamos para a janela e recostei minha cabeça no peito dele que me segurava pelos quadris, enquanto olhávamos a bela Paris a nossos pés.

Seguindo o mapa e instruções de Magnus partimos para Holanda na noite seguinte..
Seguindo pistas que nos levavam a nada por noites e noites, já estava desistindo, começa a achar que Magnus havia feito alguma piada com a minha dor..Armand havia sido seu pupilo..e eu o havia abandonado.

Foi então que um toque na porta do quarto de hotel que estava hospedados trouxe uma grande surpresa...

Ao abri a porta, Petrus disse:

-Pois não!

Eu estava de costas, porém um caláfrio correu pelo meu corpo, eu reconheceria aquela voz onde quer que eu estivesse...era a voz de...


Continua no proximo post

terça-feira, 15 de junho de 2010

Stelle e Pétrus conversam...


Eu fiquei ali abraçada à ele.
Mas ele estava errado, não havia lugar seguro para mim em nenhum lugar que eu fosse.
Acostumei-me a passar toda a minha eternidade junto dos outros vampiros do teatro, deixei-os para seguir para o novo mundo, mas tinha comigo Louis Point du' Lac, era a primeira vez que eu de fato estava sózinha e longe de todos que amei e conheci.

Aquele humano tocava minha pele e me fazia pensar: " Meu Deus! ele não pode se aproximar tanto de mim assim, é perigoso para ele..."

Mas por outro lado não havia lugar algum que eu quisesse está além de nos braços dele.
Foi quando ele me disse:

-Os seus mestres!

-O que tem eles?

-Estão no norte da europa, mais precisamente em Berlim...

Afastei-me do peito dele e disse assuastada:

-Como assim?
Como você sabe deles?

Petrus olhou para mim e abaixou os olhos procurando algo no chão...

-Conheço o vampiro que os levou para lá.

-Conhece?
Você conhece Lestat?

-Lestat?
Não foi ele quem os levou para lá, e sim Magnus um vampiro que apereceu aqui ontem a noite e deixou este envelope para você.

Ele estendeu a mão para mim e eu rapidamente peguei-o..abri e dentro um pequeno cartão com instruções para eu achar os mestres, mas o que me chamou atenção foi uma pétala de rosa branca solta dentro do envelope..
Rosas brancas eram dadas por Celeste para mim..Ela sempre as colocava em meus aposentos, ou espalhava as pétalas nas noites de inverno de 16 de junho porque ela sabia que era a data em que eu fui criada por Armand.

domingo, 23 de maio de 2010

A procura de Stelle pelos mestres continua...


Após algumas noites procurando alguma pista dos mestres...Eu voltei a procurar Petrus..A face dele não saía de meus pensamentos, e até domindo meus sonhos eram todos com ele.

Se um vampiro pode sonhar?
Sim!
Com a diferença que nossos sonhos são bem reais...podemos quase toca-los.

Naquela noite fui até o prédio velho na praça de Paris, e não foi difícil passar pelos poucos humanos ali parados na calçada.
Entrei no corredor escuro e estreito, um cheiro de madeira velha entrava pelos meus sentidos..coloquei a mão na maçaneta da porta e forçei-a, ela logo abriu...a breve e amarelada luz de uma vela invadiu o espaço..entrei e fechei a porta..

Olhei a minha volta e Petrus não estava lá...
Na cama ainda desarrumada estava um casaco preto surrado, toquei-o delicadamente e o trouxe até meu rosto...senti o cheiro dele...caminhei até a janela, e olhei pelos vidros empoeirados...

Não sabia onde ele estava.
Mas queria está ali no ambiente dele, no espaço dele..em meio aos poucos objetos espalhados na sua casa.
Não havia outro lugar que eu quisesse está naquela hora.

Sentei-me na cadeira e fiquei ali esperando por ele.
Não sei quanto tempo passou...Até que eu fui despertada pela voz rouca e grave de Petrus..
Os olhos dele brilhavam, um sorriso no rosto demostrava que estava feliz em me ver ali.

Eu o abracei, e ele disse:

-Fique calma, aqui você está segura.


Continua no próximo post

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Stelle conversa com Petrus Laurier



Sentei-me naquela cadeira, e queria chorar como faz uma simples mulher mortal quando sofre.

Mas as minhas lágrimas não mudariam o rumo da estória, muito menos trariam as respostas que eu procurava.

Foi então que aquele homem que conheci naquela noite se ajoelhou aos meus pés, e colocando as mãos sobre meus joelhos me disse:

-Porque os procura?

Olhei para ele, o encarei por alguns instântes e disse:

-Armand era meu mestre, foi quem me criou..
Vivi 250 anos ao lado dele, e foi um erro tê-lo deixado...

- 250 anos?

Disse ele em tom baixo, como se apenas tivesse pensado nos numeros, não queria na verdade dizer nenhuma palavra.
Então sentou-se aos meus pés e eu passei um dedo sobre a mecha do seus cabelos que pendia sobre sua face como se estivesse memorizando sua beleza...parei meu dedo sobre seus lábios e disse olhando em seus olhos.

-Você me lembra ele....a mesma ângustia presa nos olhos, um sorriso que teima em brincar nos lábios mesmo quando parece sofrer com lembranças..

Ele ficou me olhando, como se de alguma forma pudesse ver a minha alma..
Então um som vindo da rua me lembrou que o amanhecer estava chegando perigosamente, e que eu deveria me retirar...levantei-me apressada daquela cadeira, e disse a ele que tinha de partir..

Ele levantou-se e olhando para mim disse:

-Fique!

-Não posso.

Respondi enquanto calçava minhas luvar e amarrava a minha capa...

-Quando a verei de novo?

Olhei para ele e disse:

-Seria melhor para você não nos vermos nunca mais.

Sou uma vampira, você é um humano...caça e caçadora...não é seguro pra você.

Ele segurou minhas mãos e disse:

-Deixe que isso eu julgarei.

Olhei para ele....e caminhei até a porta..então virei-me e perguntei:

-Qual seu nome?

Ele sorrindo, passou a mão sobre o cabelo prendendo a mecha solta atrás da orelha...deixando seu pescoço a mostra.

-Petrus Laurier

-Petrus.....

-E o seu nome nobre dama?

-Eu tenho o nome que a sua imaginação mandar...


E saí pela porta, descendo as escadas tão rápido que os olhos de humano dele não puderam me seguir...

Da rua olhei para trás, e pude ver seu vulto me procurando pelas ruas...mas eu já não estava ali.



Continuo no próximo post

Existem outros vampiros por perto!



O jovem olhou para Stelle, e recostado na janela disse:


-Conheço os vampiros de Paris desde meus 20 ano de idade...Eu havia acabado de chegar a França quando fui atacado por um deles..
Senti as presas daquela vampira no meu pescoço, achei que iria morrer...porém ela me soltou..me deixou no chão a beira da morte..
Mas meu coração não parou...e acabei sendo encontrado por um velho que me levou para casa e cuidou de mim.

Quando me curei da ferida no pescoço e a falta de sangue foi superada... Saí mais uma vez ..e a vampira me viu.
Não sei o que aconteceu..mas quando acordei estava num fosso num castelo em Veneza.


Stelle se espanta e diz:

-Veneza? você esteve no castelo, no teatro dos vampiros em Veneza?


O rapaz acente com a cabeça e diz:

-Estive! mas não sei precisar ao certo quanto tempo fiquei lá.
Todas as noites aquela vampira vinha até a minha sela e se alimentava de mim..porém não retirava mais a quantidade de sangue que me tirou no nosso primeiro encontro.

Uma noite, após ela ter entrado na sela e bebido de mim, ela partiu ...e eu fiquei por mais de uma mês abandonado ali..Era alimentado pelos empregados do castelo..e depois de um tempo acabei sendo libertado pela filha mais velha do gardião do castelo.


O Jovem olha para longe, como se tivesse sido transportado para o tempo que ele foi escravo das luxúrias de uma vampira.

-Passaram-se 5 anos, até que uma outra vampira cruzou o meu caminho.
Porém ela não quis nem me atacar e nem me matar..apenas disse que se lembrava de mim da época que estava preso no castelo.
Disse-me que o teatro já não existia mais, e nem os vampiros que conheci lá...
Não posso dizer que senti alguma piedade.


Stelle se levanta e vai até o rapaz... e diz:

-Você disse que ficou lá no castelo por anos..durânte este tempo, ouviu alguma coisa sobre os vampiros de nome: Armand, Celeste e Marius?
Alguma coisa era dita sobre eles?

O jovem olha para o rosto de Stelle e diz:

-Armand..sim! este nome eu ouvi sim.
Diziam que ele havia sido o dono de todo o castelo, mas que havia sido banido anos atrás...

-Não ouviu nada sobre seu paradeiro?

-Não! Mas havia um Roberth que partiu do castelo 2 anos antes de eu ser libertado..ele foi para o norte da europa, quando voltou..por algum motivo, o vampiro que agora era o lider do grupo, o trancafiou no pátio...Se havia alguma pista ou descoberta, ela se foi para sempre com aquele vampiro.


Stelle volta para a cadeira e se encolhe no canto.



Continuo no próximo post.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Stelle se sente pertubada com aquele homem...



Sentia me corpo pesado, como se pesasse uma tonelada.
Aquele jovem se abaixou ao meu lado, e segurando eu rosto disse:


-Nunca bebeu um humano com consentimento não é?

-Não!

Disse isso olhando aqueles olhos...que agora pareciam gritar ao me olhar..Ele continuou a falar:

-Eu te dei não só meu consentimento para beber meu sangue, como também te dei a chance de acabar com a minha vida mesquinha e inutil, perante os olhos de um vampiro, porque não o fez?


Olhava para aquele ser na minha frente, e tudo que conseguia era fitar aquela boca, aquela pele e seus longos cabelos que agora pendiam sobre a camisa de bom corte..então o encarei para dizer:

-Jamais bebi de um ser humano por entrega total e plena aos meus desejos...E não poderia tê-lo matado quando tão totalmente se entregou a mim ...quem é você? e como sabia que eu era uma vampira.


Ele tocou meu rosto e disse:

-Venha! Você precisa sair daqui, venha comigo.

Não sei porque, mas eu segui aquele homem..ele estendia-me a mão e eu o seguia..
Até me lembrava de Armand quando o conheci, quando ele fazia estes mesmo movimentos como de um felino na noite..eu seguia-o pelas ruas estreitas de Veneza, e quando eu me cansava ele parava e vinha ao meu encontro estendo-me as mãos para que eu o seguisse.

Naquela altura da noite eu já não sabia o que era real ou fruto da minha imaginação de vampira...também não estava querendo pensar em nada além do que havia acontecido naquele beco estreito, umido e escuro de Paris..
Entramos num prédio, segui-o pelas escadas que rangiam aos nossos pés.
Ele abriu uma porta e a luz da rua penetrou timidamente...e então ele fez o convite:

-Entre!

Entrei na casa, ele fechou a porta atras de mim, e abriu uma das janelas que deixava ao longe as luzes de Paris.
Sentei-me numa cadeira confortavel que ele mantinha ali, observava aquela homem a minha frente..então ele se recostou na janela e disse:

-Vou te contar como conheci os vampiros em Paris.



Continua no próximo post.


Stelle se alimenta de um jovem..porém...



O jovem olhou para meus olhos..
Sempre olham quando tem a chance, quando eu não os mato antes mesmo deles perceberem que estão vivos em um instânte e mortos em outro.

Mas aquele jovem não se esquivou de minha presença.
Não mostrou medo, nem quis correr como todos fazem...Ele trazia nas mãos um oboé, um instrumento músical de sopro caracteristico do século XVIII.
Ele não tentou fugir de mim, e isso me deixou intrigada..

O rapaz alto e esguio continuou a andar na minha frente e eu o seguindo...Até que entramos num beco escuro e ele parou..sem se virar para mim, colocou o instrumento sob a soleira de uma janela e retirou o casaco negro..arregaçou a manga de sua camisa de bom tecido, e me ofereceu seu punho branco e imaculado...e disse:

-Beba jovem vampira!

Dei um passo para trás e disse:

-Sabes o que eu sou?
Me manda beber em seu punho..."Beba" você me diz, tem noção do que me pede? tem noção que posso retirar a sua vida?

Ele mantinha o braço estendido para mim, me olhava e eu não conseguia tirar nenhuma informação daqueles traços perfeitos..Oh! agora eu via o quão perfeito era seu rosto másculo.
Seu rosto tinha formas desenhadas e esculpidas, ângulo largo, uma leve cova no queixo, a barba recém feita, um leve cheiro de lavanda...o nariz perfeito e uma boca absolutamente sedutora.

Fiquei perdida olhando aqueles traços, há muito tempo não via um humano tão perfeito em sua exência frágil da mortalidade...então ele se aproximou de mim, eu não me movi..deixei-o passar por mim e parár em minhas costas...
Aquele homem não tinha medo de mim..

Delicadamente ele abaixou o capuz que eu usava até o meu pescoço...libertando meus longos cabelos, afastados por ele deixando a minha nuca branca exposta...ele respirou em meu pescoço..aquela proximidade fez meu corpo tremer.
Aproximando-se de minha orelha disse:

-Já conheci outras como você, e meu sangue já foi alimento para outras de sua espécie, sei o que são..não tenho medo de você...Alimente-se de mim..

Não pensei naquele momento...apenas me virei para ele, e segurando seu punho levei-o até a minha boca, sem desviar meus olhos dele..minhas presas rasgaram aquela pele imaculada e logo o sangue dele invadiu todos os meu sentidos...assim como um gozo penetra em outra pessoa.

As cores voltaram a vida, e saltavam em minha volta...E antes que pudesse fazer o coração daquele jovem parar, eu o soltei..ele segurou o pulso sangrento e logo amarrou um lenço para estancar o sangue...

Deixei meu corpo escorregar pesadamente até o chão...


Continua no proximo post