
Sentei-me naquela cadeira, e queria chorar como faz uma simples mulher mortal quando sofre.
Mas as minhas lágrimas não mudariam o rumo da estória, muito menos trariam as respostas que eu procurava.
Foi então que aquele homem que conheci naquela noite se ajoelhou aos meus pés, e colocando as mãos sobre meus joelhos me disse:
-Porque os procura?
Olhei para ele, o encarei por alguns instântes e disse:
-Armand era meu mestre, foi quem me criou..
Vivi 250 anos ao lado dele, e foi um erro tê-lo deixado...
- 250 anos?
Disse ele em tom baixo, como se apenas tivesse pensado nos numeros, não queria na verdade dizer nenhuma palavra.
Então sentou-se aos meus pés e eu passei um dedo sobre a mecha do seus cabelos que pendia sobre sua face como se estivesse memorizando sua beleza...parei meu dedo sobre seus lábios e disse olhando em seus olhos.
-Você me lembra ele....a mesma ângustia presa nos olhos, um sorriso que teima em brincar nos lábios mesmo quando parece sofrer com lembranças..
Ele ficou me olhando, como se de alguma forma pudesse ver a minha alma..
Então um som vindo da rua me lembrou que o amanhecer estava chegando perigosamente, e que eu deveria me retirar...levantei-me apressada daquela cadeira, e disse a ele que tinha de partir..
Ele levantou-se e olhando para mim disse:
-Fique!
-Não posso.
Respondi enquanto calçava minhas luvar e amarrava a minha capa...
-Quando a verei de novo?
Olhei para ele e disse:
-Seria melhor para você não nos vermos nunca mais.
Sou uma vampira, você é um humano...caça e caçadora...não é seguro pra você.
Ele segurou minhas mãos e disse:
-Deixe que isso eu julgarei.
Olhei para ele....e caminhei até a porta..então virei-me e perguntei:
-Qual seu nome?
Ele sorrindo, passou a mão sobre o cabelo prendendo a mecha solta atrás da orelha...deixando seu pescoço a mostra.
-Petrus Laurier
-Petrus.....
-E o seu nome nobre dama?
-Eu tenho o nome que a sua imaginação mandar...
E saí pela porta, descendo as escadas tão rápido que os olhos de humano dele não puderam me seguir...
Da rua olhei para trás, e pude ver seu vulto me procurando pelas ruas...mas eu já não estava ali.
Continuo no próximo post
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