
Sentia me corpo pesado, como se pesasse uma tonelada.
Aquele jovem se abaixou ao meu lado, e segurando eu rosto disse:
-Nunca bebeu um humano com consentimento não é?
-Não!
Disse isso olhando aqueles olhos...que agora pareciam gritar ao me olhar..Ele continuou a falar:
-Eu te dei não só meu consentimento para beber meu sangue, como também te dei a chance de acabar com a minha vida mesquinha e inutil, perante os olhos de um vampiro, porque não o fez?
Olhava para aquele ser na minha frente, e tudo que conseguia era fitar aquela boca, aquela pele e seus longos cabelos que agora pendiam sobre a camisa de bom corte..então o encarei para dizer:
-Jamais bebi de um ser humano por entrega total e plena aos meus desejos...E não poderia tê-lo matado quando tão totalmente se entregou a mim ...quem é você? e como sabia que eu era uma vampira.
Ele tocou meu rosto e disse:
-Venha! Você precisa sair daqui, venha comigo.
Não sei porque, mas eu segui aquele homem..ele estendia-me a mão e eu o seguia..
Até me lembrava de Armand quando o conheci, quando ele fazia estes mesmo movimentos como de um felino na noite..eu seguia-o pelas ruas estreitas de Veneza, e quando eu me cansava ele parava e vinha ao meu encontro estendo-me as mãos para que eu o seguisse.
Naquela altura da noite eu já não sabia o que era real ou fruto da minha imaginação de vampira...também não estava querendo pensar em nada além do que havia acontecido naquele beco estreito, umido e escuro de Paris..
Entramos num prédio, segui-o pelas escadas que rangiam aos nossos pés.
Ele abriu uma porta e a luz da rua penetrou timidamente...e então ele fez o convite:
-Entre!
Entrei na casa, ele fechou a porta atras de mim, e abriu uma das janelas que deixava ao longe as luzes de Paris.
Sentei-me numa cadeira confortavel que ele mantinha ali, observava aquela homem a minha frente..então ele se recostou na janela e disse:
-Vou te contar como conheci os vampiros em Paris.
Continua no próximo post.
Nenhum comentário:
Postar um comentário