quarta-feira, 19 de maio de 2010

Stelle parte em busca dos outros mestres dos castelo





Parti de Veneza naquela mesma noite em que eu havia chegado.
Sentia o vento frio daquele outono batendo em minha face, mas meu coração queimava na ânsia de saber onde estavam os mestres do castelo, mas acima de tudo, onde estavam os que eram como eu e que sempre me davam as resposta que eu precisava.

Lembrei-me da mãe dos vampiros, a bela Celeste, sempre com seu perfume de rosa exalando pelo castelo, a encontrava a noite nos jardins cuidando de suas rosas, reclamando do tempo frio demais para as novas espécies, ou que o calor não deixava suas rosas nascerem com deveriam...Ela ficava tão compenetrada com as flores que parecia está distânte do mundo, mas bastava um de seus filhos entrarem na estufa onde ela criava e recriava suas rosas para ela mesmo sem desviar os olhos das plantas, dizer que sentia até a alma que algo estava incomodando ou pertubando um de nós.

Recordo-me do dia que ela disse que Lestat era como as formigas que atacavam as folhas verdes de suas rosas, fazendo-as ficarem feias e sem vida, mas que um bom pesticida era como um mestre dos vampiros, sabia onde atacar para se livrar das pragas, que após as formigas serem mortas (ela dizia isso esmagando algumas em suas longas unhas sempre cor de sangue) tudo voltaria ao normal...Ela falou isso sem desviar os olhos das malditas formigas, para depois erguer os olhos e com um sorriso nos lábios dizer:

-Para a rua meus filhos! vamos todos para a rua.

Saindo em seguida segurando as saias de seus vestidos longos, soltando os longos cabelos que ela hostentava com luxúria e orgulho...eu ficava olhando ela se afastar pelos corredores do castelo até sumir na escuridão.

Estás lembranças me perseguiram em todos os caminhos pela busca dos meus mestres.
Parti de Veneza rumo a França onde nos separamos, lá encontrei alguns vampiros, mas nenhum deles tinham as respostas que eu buscava.

Foi quando senti que tinham noites e noites que uma sensação de alguém me estava me seguindo, uma presença de outro vampiro, mas seu cheiro não era dos vampiros que já conhecia..tinha um cheiro diferente..
E uma noite ao andar pelo Boulevard Saint Vernan em Paris, eu pude perceber a sombra que me seguia.
Uma vampira, jovem...não deveria ter nem 30 anos de vida vampírica e sua vida mortal não havia passado dos 20 anos.
Tinha os cabelos louros lisos e usava uma capa na cor azul cobalto...a pele branca e sem sinais do tempo reluzia..
Jasmim e canela eram os cheiros que exalavam dela...talvez um pouco de capim cidreira misturado ao sândalo que ela provavelmente tinha bebido no sangue de algum mortal que cruzou seu caminho.

Entrei numa viela escura..esperei e ela veio até mim.
Sem sair do escuro disse:

-Porque está me seguindo? o que quer de mim?

Ela olhou assustada para a escuridão, era claro que ela não tinha os mesmo poderes aguçados que os meus, ela nem sabia onde está a vampira cuja a voz agora a indagava.
meio que balbuciando ela disse:

-Perdoe-me nobre dama!
Percebi sua presença em Paris, a segui por todas as tavernas que entravas estás noites todas..foi quando vi sua pele brilah na luz da lua, e percebi então que meus sentidos estavam me levando até você.
Percebi que somos iguais..duas dádivas da noite.

-Dádivas?

Meus ombros sacudiram em uma sonora gargalhada...então disse:

-Não somos iguais!
Não há nada de dádiva em mim...

A jovem vampira me olhava...então eu disse.


continua no proximo post

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