quinta-feira, 20 de maio de 2010

Stelle frente à frente com uma nova vampira...



-Quando era jovem como você eu também acreditava que éramos dádivas, um presente da noite..Mas os séculos foram passando e vi que éramos danações, aberrações, criaturas sem um credo, um Deus...e não havia nada de divino em nós...


A jovem vampira olha para a escuridão como se procurasse alguma informação, um rosto para a voz da escuridão que falava com ela, mas não tirou nenhuma infirmação do breu a seu redor..então disse:


-Então que somos?


-O mal! simples assim, somos a reencarnação do mal, das danações, amaldiçoados a viver imutaveis num mundo mutante, onde o tempo exerce poder sobre tudo e todos, menos em nós.


-Você acha que isso é ruim?

Vivemos livres, belos, poderosos,jovens..a doença e a morte não podem nos tocar..Não acha que isso é um presente de...


(Stelle interrompendo)


-Deus?

Olhe para você, ainda se dislumbrando com os ares da imortalidade, achando-se superior aos mortais, contentando - se com o que algum vampiro irresponsavél te ensinou...

Não há milagre em nossa condição, não há nada além do mal...E Deus minha cara, já abandonou este mundo há muito tempo.


A jovem vampira estava tão obsecada em tirar alguma informação da escuridão que me envolvia que não percebeu que eu já havia partido.

Me movi com tanta rapidez que nem os olhos aguçados porém pouco treinado daquela vampirinha puderam me acompanhar..

Do alto de um dos prédios centenários daquele boulevard, a vi sair daquela mesma viela que havia estado comigo há poucos minutos, procurando com seus olhos grandes e brilhantes...porém incapaz de seguir meu cheiro pelo ar.


Me afastei daquele lugar, na minha mente uma única pergunta:


"Armand! onde estaria o meu mestre? o que me criou, que me deu o dom das trevas e eu havia abandonado? .."


Em outras circustâncias eu teria me importado com aquela vampira jove, perdida entre o romântismo falso da vida em morte e a realidade que não sabia o que era para o mundo..Mas não queria pensar nela, em suas dores nem em suas possiveis derrotas..


Sendo assim, quando cruzei aquela galeria, eu também deixei para trás não só a escuridão como aquele rosto angelical e assustado que vi..

Minha cabeça girava, meu coração apertado...a fome já havia tomado meus sentidos..precisava me alimentar..E sem pensar muito, fui fazer a única coisa que me trazia paz naquelas noites... matar.
Um jovem rapaz, tinha os cabelos compridos,castanhos quase louros, os olhos num tom de oliva envelhecida, a pele branca..
Passou por mim, olhou para a dama que o observava e disse-me:
-Boa Noite!
Não respondi, apenas começei a segui-lo....ele então se virou e perguntou se eu queria alguma coisa..olhei para ele e disse:
-Seu sangue...
continua no próximo post

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