domingo, 23 de maio de 2010

A procura de Stelle pelos mestres continua...


Após algumas noites procurando alguma pista dos mestres...Eu voltei a procurar Petrus..A face dele não saía de meus pensamentos, e até domindo meus sonhos eram todos com ele.

Se um vampiro pode sonhar?
Sim!
Com a diferença que nossos sonhos são bem reais...podemos quase toca-los.

Naquela noite fui até o prédio velho na praça de Paris, e não foi difícil passar pelos poucos humanos ali parados na calçada.
Entrei no corredor escuro e estreito, um cheiro de madeira velha entrava pelos meus sentidos..coloquei a mão na maçaneta da porta e forçei-a, ela logo abriu...a breve e amarelada luz de uma vela invadiu o espaço..entrei e fechei a porta..

Olhei a minha volta e Petrus não estava lá...
Na cama ainda desarrumada estava um casaco preto surrado, toquei-o delicadamente e o trouxe até meu rosto...senti o cheiro dele...caminhei até a janela, e olhei pelos vidros empoeirados...

Não sabia onde ele estava.
Mas queria está ali no ambiente dele, no espaço dele..em meio aos poucos objetos espalhados na sua casa.
Não havia outro lugar que eu quisesse está naquela hora.

Sentei-me na cadeira e fiquei ali esperando por ele.
Não sei quanto tempo passou...Até que eu fui despertada pela voz rouca e grave de Petrus..
Os olhos dele brilhavam, um sorriso no rosto demostrava que estava feliz em me ver ali.

Eu o abracei, e ele disse:

-Fique calma, aqui você está segura.


Continua no próximo post

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Stelle conversa com Petrus Laurier



Sentei-me naquela cadeira, e queria chorar como faz uma simples mulher mortal quando sofre.

Mas as minhas lágrimas não mudariam o rumo da estória, muito menos trariam as respostas que eu procurava.

Foi então que aquele homem que conheci naquela noite se ajoelhou aos meus pés, e colocando as mãos sobre meus joelhos me disse:

-Porque os procura?

Olhei para ele, o encarei por alguns instântes e disse:

-Armand era meu mestre, foi quem me criou..
Vivi 250 anos ao lado dele, e foi um erro tê-lo deixado...

- 250 anos?

Disse ele em tom baixo, como se apenas tivesse pensado nos numeros, não queria na verdade dizer nenhuma palavra.
Então sentou-se aos meus pés e eu passei um dedo sobre a mecha do seus cabelos que pendia sobre sua face como se estivesse memorizando sua beleza...parei meu dedo sobre seus lábios e disse olhando em seus olhos.

-Você me lembra ele....a mesma ângustia presa nos olhos, um sorriso que teima em brincar nos lábios mesmo quando parece sofrer com lembranças..

Ele ficou me olhando, como se de alguma forma pudesse ver a minha alma..
Então um som vindo da rua me lembrou que o amanhecer estava chegando perigosamente, e que eu deveria me retirar...levantei-me apressada daquela cadeira, e disse a ele que tinha de partir..

Ele levantou-se e olhando para mim disse:

-Fique!

-Não posso.

Respondi enquanto calçava minhas luvar e amarrava a minha capa...

-Quando a verei de novo?

Olhei para ele e disse:

-Seria melhor para você não nos vermos nunca mais.

Sou uma vampira, você é um humano...caça e caçadora...não é seguro pra você.

Ele segurou minhas mãos e disse:

-Deixe que isso eu julgarei.

Olhei para ele....e caminhei até a porta..então virei-me e perguntei:

-Qual seu nome?

Ele sorrindo, passou a mão sobre o cabelo prendendo a mecha solta atrás da orelha...deixando seu pescoço a mostra.

-Petrus Laurier

-Petrus.....

-E o seu nome nobre dama?

-Eu tenho o nome que a sua imaginação mandar...


E saí pela porta, descendo as escadas tão rápido que os olhos de humano dele não puderam me seguir...

Da rua olhei para trás, e pude ver seu vulto me procurando pelas ruas...mas eu já não estava ali.



Continuo no próximo post

Existem outros vampiros por perto!



O jovem olhou para Stelle, e recostado na janela disse:


-Conheço os vampiros de Paris desde meus 20 ano de idade...Eu havia acabado de chegar a França quando fui atacado por um deles..
Senti as presas daquela vampira no meu pescoço, achei que iria morrer...porém ela me soltou..me deixou no chão a beira da morte..
Mas meu coração não parou...e acabei sendo encontrado por um velho que me levou para casa e cuidou de mim.

Quando me curei da ferida no pescoço e a falta de sangue foi superada... Saí mais uma vez ..e a vampira me viu.
Não sei o que aconteceu..mas quando acordei estava num fosso num castelo em Veneza.


Stelle se espanta e diz:

-Veneza? você esteve no castelo, no teatro dos vampiros em Veneza?


O rapaz acente com a cabeça e diz:

-Estive! mas não sei precisar ao certo quanto tempo fiquei lá.
Todas as noites aquela vampira vinha até a minha sela e se alimentava de mim..porém não retirava mais a quantidade de sangue que me tirou no nosso primeiro encontro.

Uma noite, após ela ter entrado na sela e bebido de mim, ela partiu ...e eu fiquei por mais de uma mês abandonado ali..Era alimentado pelos empregados do castelo..e depois de um tempo acabei sendo libertado pela filha mais velha do gardião do castelo.


O Jovem olha para longe, como se tivesse sido transportado para o tempo que ele foi escravo das luxúrias de uma vampira.

-Passaram-se 5 anos, até que uma outra vampira cruzou o meu caminho.
Porém ela não quis nem me atacar e nem me matar..apenas disse que se lembrava de mim da época que estava preso no castelo.
Disse-me que o teatro já não existia mais, e nem os vampiros que conheci lá...
Não posso dizer que senti alguma piedade.


Stelle se levanta e vai até o rapaz... e diz:

-Você disse que ficou lá no castelo por anos..durânte este tempo, ouviu alguma coisa sobre os vampiros de nome: Armand, Celeste e Marius?
Alguma coisa era dita sobre eles?

O jovem olha para o rosto de Stelle e diz:

-Armand..sim! este nome eu ouvi sim.
Diziam que ele havia sido o dono de todo o castelo, mas que havia sido banido anos atrás...

-Não ouviu nada sobre seu paradeiro?

-Não! Mas havia um Roberth que partiu do castelo 2 anos antes de eu ser libertado..ele foi para o norte da europa, quando voltou..por algum motivo, o vampiro que agora era o lider do grupo, o trancafiou no pátio...Se havia alguma pista ou descoberta, ela se foi para sempre com aquele vampiro.


Stelle volta para a cadeira e se encolhe no canto.



Continuo no próximo post.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Stelle se sente pertubada com aquele homem...



Sentia me corpo pesado, como se pesasse uma tonelada.
Aquele jovem se abaixou ao meu lado, e segurando eu rosto disse:


-Nunca bebeu um humano com consentimento não é?

-Não!

Disse isso olhando aqueles olhos...que agora pareciam gritar ao me olhar..Ele continuou a falar:

-Eu te dei não só meu consentimento para beber meu sangue, como também te dei a chance de acabar com a minha vida mesquinha e inutil, perante os olhos de um vampiro, porque não o fez?


Olhava para aquele ser na minha frente, e tudo que conseguia era fitar aquela boca, aquela pele e seus longos cabelos que agora pendiam sobre a camisa de bom corte..então o encarei para dizer:

-Jamais bebi de um ser humano por entrega total e plena aos meus desejos...E não poderia tê-lo matado quando tão totalmente se entregou a mim ...quem é você? e como sabia que eu era uma vampira.


Ele tocou meu rosto e disse:

-Venha! Você precisa sair daqui, venha comigo.

Não sei porque, mas eu segui aquele homem..ele estendia-me a mão e eu o seguia..
Até me lembrava de Armand quando o conheci, quando ele fazia estes mesmo movimentos como de um felino na noite..eu seguia-o pelas ruas estreitas de Veneza, e quando eu me cansava ele parava e vinha ao meu encontro estendo-me as mãos para que eu o seguisse.

Naquela altura da noite eu já não sabia o que era real ou fruto da minha imaginação de vampira...também não estava querendo pensar em nada além do que havia acontecido naquele beco estreito, umido e escuro de Paris..
Entramos num prédio, segui-o pelas escadas que rangiam aos nossos pés.
Ele abriu uma porta e a luz da rua penetrou timidamente...e então ele fez o convite:

-Entre!

Entrei na casa, ele fechou a porta atras de mim, e abriu uma das janelas que deixava ao longe as luzes de Paris.
Sentei-me numa cadeira confortavel que ele mantinha ali, observava aquela homem a minha frente..então ele se recostou na janela e disse:

-Vou te contar como conheci os vampiros em Paris.



Continua no próximo post.


Stelle se alimenta de um jovem..porém...



O jovem olhou para meus olhos..
Sempre olham quando tem a chance, quando eu não os mato antes mesmo deles perceberem que estão vivos em um instânte e mortos em outro.

Mas aquele jovem não se esquivou de minha presença.
Não mostrou medo, nem quis correr como todos fazem...Ele trazia nas mãos um oboé, um instrumento músical de sopro caracteristico do século XVIII.
Ele não tentou fugir de mim, e isso me deixou intrigada..

O rapaz alto e esguio continuou a andar na minha frente e eu o seguindo...Até que entramos num beco escuro e ele parou..sem se virar para mim, colocou o instrumento sob a soleira de uma janela e retirou o casaco negro..arregaçou a manga de sua camisa de bom tecido, e me ofereceu seu punho branco e imaculado...e disse:

-Beba jovem vampira!

Dei um passo para trás e disse:

-Sabes o que eu sou?
Me manda beber em seu punho..."Beba" você me diz, tem noção do que me pede? tem noção que posso retirar a sua vida?

Ele mantinha o braço estendido para mim, me olhava e eu não conseguia tirar nenhuma informação daqueles traços perfeitos..Oh! agora eu via o quão perfeito era seu rosto másculo.
Seu rosto tinha formas desenhadas e esculpidas, ângulo largo, uma leve cova no queixo, a barba recém feita, um leve cheiro de lavanda...o nariz perfeito e uma boca absolutamente sedutora.

Fiquei perdida olhando aqueles traços, há muito tempo não via um humano tão perfeito em sua exência frágil da mortalidade...então ele se aproximou de mim, eu não me movi..deixei-o passar por mim e parár em minhas costas...
Aquele homem não tinha medo de mim..

Delicadamente ele abaixou o capuz que eu usava até o meu pescoço...libertando meus longos cabelos, afastados por ele deixando a minha nuca branca exposta...ele respirou em meu pescoço..aquela proximidade fez meu corpo tremer.
Aproximando-se de minha orelha disse:

-Já conheci outras como você, e meu sangue já foi alimento para outras de sua espécie, sei o que são..não tenho medo de você...Alimente-se de mim..

Não pensei naquele momento...apenas me virei para ele, e segurando seu punho levei-o até a minha boca, sem desviar meus olhos dele..minhas presas rasgaram aquela pele imaculada e logo o sangue dele invadiu todos os meu sentidos...assim como um gozo penetra em outra pessoa.

As cores voltaram a vida, e saltavam em minha volta...E antes que pudesse fazer o coração daquele jovem parar, eu o soltei..ele segurou o pulso sangrento e logo amarrou um lenço para estancar o sangue...

Deixei meu corpo escorregar pesadamente até o chão...


Continua no proximo post

Stelle frente à frente com uma nova vampira...



-Quando era jovem como você eu também acreditava que éramos dádivas, um presente da noite..Mas os séculos foram passando e vi que éramos danações, aberrações, criaturas sem um credo, um Deus...e não havia nada de divino em nós...


A jovem vampira olha para a escuridão como se procurasse alguma informação, um rosto para a voz da escuridão que falava com ela, mas não tirou nenhuma infirmação do breu a seu redor..então disse:


-Então que somos?


-O mal! simples assim, somos a reencarnação do mal, das danações, amaldiçoados a viver imutaveis num mundo mutante, onde o tempo exerce poder sobre tudo e todos, menos em nós.


-Você acha que isso é ruim?

Vivemos livres, belos, poderosos,jovens..a doença e a morte não podem nos tocar..Não acha que isso é um presente de...


(Stelle interrompendo)


-Deus?

Olhe para você, ainda se dislumbrando com os ares da imortalidade, achando-se superior aos mortais, contentando - se com o que algum vampiro irresponsavél te ensinou...

Não há milagre em nossa condição, não há nada além do mal...E Deus minha cara, já abandonou este mundo há muito tempo.


A jovem vampira estava tão obsecada em tirar alguma informação da escuridão que me envolvia que não percebeu que eu já havia partido.

Me movi com tanta rapidez que nem os olhos aguçados porém pouco treinado daquela vampirinha puderam me acompanhar..

Do alto de um dos prédios centenários daquele boulevard, a vi sair daquela mesma viela que havia estado comigo há poucos minutos, procurando com seus olhos grandes e brilhantes...porém incapaz de seguir meu cheiro pelo ar.


Me afastei daquele lugar, na minha mente uma única pergunta:


"Armand! onde estaria o meu mestre? o que me criou, que me deu o dom das trevas e eu havia abandonado? .."


Em outras circustâncias eu teria me importado com aquela vampira jove, perdida entre o romântismo falso da vida em morte e a realidade que não sabia o que era para o mundo..Mas não queria pensar nela, em suas dores nem em suas possiveis derrotas..


Sendo assim, quando cruzei aquela galeria, eu também deixei para trás não só a escuridão como aquele rosto angelical e assustado que vi..

Minha cabeça girava, meu coração apertado...a fome já havia tomado meus sentidos..precisava me alimentar..E sem pensar muito, fui fazer a única coisa que me trazia paz naquelas noites... matar.
Um jovem rapaz, tinha os cabelos compridos,castanhos quase louros, os olhos num tom de oliva envelhecida, a pele branca..
Passou por mim, olhou para a dama que o observava e disse-me:
-Boa Noite!
Não respondi, apenas começei a segui-lo....ele então se virou e perguntou se eu queria alguma coisa..olhei para ele e disse:
-Seu sangue...
continua no próximo post

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Stelle parte em busca dos outros mestres dos castelo





Parti de Veneza naquela mesma noite em que eu havia chegado.
Sentia o vento frio daquele outono batendo em minha face, mas meu coração queimava na ânsia de saber onde estavam os mestres do castelo, mas acima de tudo, onde estavam os que eram como eu e que sempre me davam as resposta que eu precisava.

Lembrei-me da mãe dos vampiros, a bela Celeste, sempre com seu perfume de rosa exalando pelo castelo, a encontrava a noite nos jardins cuidando de suas rosas, reclamando do tempo frio demais para as novas espécies, ou que o calor não deixava suas rosas nascerem com deveriam...Ela ficava tão compenetrada com as flores que parecia está distânte do mundo, mas bastava um de seus filhos entrarem na estufa onde ela criava e recriava suas rosas para ela mesmo sem desviar os olhos das plantas, dizer que sentia até a alma que algo estava incomodando ou pertubando um de nós.

Recordo-me do dia que ela disse que Lestat era como as formigas que atacavam as folhas verdes de suas rosas, fazendo-as ficarem feias e sem vida, mas que um bom pesticida era como um mestre dos vampiros, sabia onde atacar para se livrar das pragas, que após as formigas serem mortas (ela dizia isso esmagando algumas em suas longas unhas sempre cor de sangue) tudo voltaria ao normal...Ela falou isso sem desviar os olhos das malditas formigas, para depois erguer os olhos e com um sorriso nos lábios dizer:

-Para a rua meus filhos! vamos todos para a rua.

Saindo em seguida segurando as saias de seus vestidos longos, soltando os longos cabelos que ela hostentava com luxúria e orgulho...eu ficava olhando ela se afastar pelos corredores do castelo até sumir na escuridão.

Estás lembranças me perseguiram em todos os caminhos pela busca dos meus mestres.
Parti de Veneza rumo a França onde nos separamos, lá encontrei alguns vampiros, mas nenhum deles tinham as respostas que eu buscava.

Foi quando senti que tinham noites e noites que uma sensação de alguém me estava me seguindo, uma presença de outro vampiro, mas seu cheiro não era dos vampiros que já conhecia..tinha um cheiro diferente..
E uma noite ao andar pelo Boulevard Saint Vernan em Paris, eu pude perceber a sombra que me seguia.
Uma vampira, jovem...não deveria ter nem 30 anos de vida vampírica e sua vida mortal não havia passado dos 20 anos.
Tinha os cabelos louros lisos e usava uma capa na cor azul cobalto...a pele branca e sem sinais do tempo reluzia..
Jasmim e canela eram os cheiros que exalavam dela...talvez um pouco de capim cidreira misturado ao sândalo que ela provavelmente tinha bebido no sangue de algum mortal que cruzou seu caminho.

Entrei numa viela escura..esperei e ela veio até mim.
Sem sair do escuro disse:

-Porque está me seguindo? o que quer de mim?

Ela olhou assustada para a escuridão, era claro que ela não tinha os mesmo poderes aguçados que os meus, ela nem sabia onde está a vampira cuja a voz agora a indagava.
meio que balbuciando ela disse:

-Perdoe-me nobre dama!
Percebi sua presença em Paris, a segui por todas as tavernas que entravas estás noites todas..foi quando vi sua pele brilah na luz da lua, e percebi então que meus sentidos estavam me levando até você.
Percebi que somos iguais..duas dádivas da noite.

-Dádivas?

Meus ombros sacudiram em uma sonora gargalhada...então disse:

-Não somos iguais!
Não há nada de dádiva em mim...

A jovem vampira me olhava...então eu disse.


continua no proximo post

Stelle descobre que os mestres estão vivos..



Stelle olha para Edward e diz:

- Me fale tudo, conte-me o que houve com os mestres após a minha ida para o Novo Mundo.

Edward diz soluçando:

-Lestat voltou para o castelo antes de Armand, Celeste e Marius..

E junto com a boneca dele Deserré, se uniram a outros vampiros decadêntes do mundo todo, fizeram uma revolta contra os outros.

Ele queria os segredos, queria a sabedoria de Armand e dos demais..Quando os mestres voltaram para casa, a rebelião já estava feita..

Diânte na negação de poder dos mestres, Lestat os baniu do teatro numa alvorada..


Stelle olha para Edward com os olhos demonstrando pavor e diz:

-Num alvorecer?
Ele os expulsou do castelo quando o sol estava nascendo..Ele os mandou para a morte pela luz do sol.


Stelle solta o punhal e cai ao lado de Edward...
Ele tenta toca-la, mas ela não permite.

Então ele continua falando:

-Nichay e Alfred tentaram faze-lo desistir da idéia..porém ele não aceitou nenhum argumento.
Atacando-a com uma acendedor de lareira...ela caiu nas escadas do salão...e seu sangue se misturou aos cabelos dela...fazendo tudo parecer o mesmo.

Alfred desceu as escadas correndo e a tomou nos braços...Desde então nunca mais soubemos dos dois.

Após a partida dos mestres, Lestat queimou toda a biblioteca do castelo..assim como móveis e objetos pessoais deles.
Os jardins de Celeste, as rosas da mãe dos vampiros...ele destruiu...
Nunca mais, neste 50 anos não ouvimos mais nenhuma palavra sobre ele aqui no castelo.

-Nenhuma pista de seus paradeiros?
Stelle pergunta enquanto se vira e deitada no chão olha para as poucas estrelas no céu.

-Pistas falsas.
Por anos alguns dos vampiros seguiam as pistas que nos chegavam.
Iam até outros paises, procuravam onde haviam lendas..mas nada..Achavam outros vampiros..produzidos como que numa escala por algum vampiro mediocre.. Porém um de nossa espécie verdadeira? um mestre?

Não!
Eles se foram..sem rastros, pistas ....apenas se foram.

Os bens deles ficaram aqui, assim como todo dinheiro que Armand guardava em bancos, empresas..por anos Lestat deu festas, gastou com artes baratas, cafonas até..o castelo virou um bordel de luxo, uma casa de meretrizes.
Gastando como Lestat gasta, fomos a falência..fechamos o teatro..
Acabando os benefícios ele foi embora, fiquei só no castelo...não tinha para onde ir...mas não sei para onde vou agora.


Stelle se levanta, passa por Edward..e começa a calçar as luvas que havia retirando na carruagem...

-Onde você vai Stelle?
Pergunta o vampiro assustado.


-Buscar os meus mestres...
-Como? já te disse: Não há pistas, ninguém sabe onde eles foram, se é que sobreviveram aquele amanhecer...

-Há muito mais deles que você não sabe.

Edward olha para o chão e diz em voz baixa:
-E eu? você vai me matar? eu vou morrer..

Stelle sorri, abaixa perto de Edward, segurando o queixo dele diz:

-Você já está morto meu caro.
Há pelo menos 200 anos, só você não se deu conta disso.


Um vento bate no rosto de Edward...Stelle partiu.



Continua no proximo post

terça-feira, 18 de maio de 2010

Edward fala de Armand com Stelle...



Edward afaga os cabelos de Stelle e diz para a vampira.


-Após o casamento de Celeste e Marius, todos seguimos para aquela festa montada em Paris..na noite seguinte percebemos que você e Louis haviam sumido.

Procuramos por vocês por noites e noites, porém não achamos mais nenhum sinal de você após a breve passagem pela Holanda.

Armand não aceitava o fato que você o havia abandonado em Paris, Lestat sempre o príncipe das maldades fazia disso uma piada..rindo e debochando da dor do mestre.


Em uma noite ele saiu, e não voltou.

Demoramos para entender que ele havia partido para sempre.

Eu e mais alguns voltamos para o castelo, e com o tempo fomos sendo dizimados, uns por não aguentaram mais a vida em morte e resolveram achar sua remição no sol.


(os olhos de Edward procuram por algo..mas não encontram nada, e voltam a olhar para os cabelos de Stelle..Pegando entre os dedos as gotas de orvalho que esão nos cabelos da vampira)


Stelle ainda deitada no colo de Edward diz:


-E Celeste? ela não voltou mais ao castelo? Ela e Marius eram a alma disso aqui tudo...


-Não minha doce Stelle, a mãe dos vampiros nos deixou após se unir a Marius.. Ela seguiu para o norte, foi para casa coo ela sempre disse que iria.


-Finlândia!...ela sempre disse isso, que um dia retornaria para as rosas negras do gelo..a neve que tão tanto lembram a pele dela..


Stelle levanta-se e diz:


-Armand poderia está com ela e Marius?

Haveria alguma possibilidade ainda que remota dele está com ela?


Edward desvia os olhos de Stelle, e levanta-se apressado .. dizendo:


-Não! não há nenhuma possibilidade dele está com a mãe dos vampiros.


-Porque não há?

O que está me escondendo Edward? o que não está me falando?

Stelle tenta encostar em Edward e ele se esquiva dela...a vampira então puxa a mão dele e mesmo com o vampiro tentando esconder ela vê entre suas mãos o crucifixo de Celeste.


Stelle anda para trás procurando por mais luz para ver se seus olhos não estavam lhe pregando uma peça e olha para Edward com tom de raiva e dor perguntando:


-Porque você está com o crucifixo de Celeste?

Ela jamais se afastava dele, foi um presente que ela recebeu dos pais e manteve-se com ele mesmo depois de deixar de acreditar em algo divino e superior a força dos vampiros.


-Ela me deu o crucifixo quando partiu para Finlândoa.


-Mentira! ( grita Stelle avançando sobre Edward..e o derrubando na grama seca do que um dia foi o jardim do castelo.) Celeste jamais se afastaria deste crucifixo, o que você e os demais fizeram? Onde estão os mestres do castelo? Onde está a mãe dos vampiros?


Edward tenta se proteger de Stelle com as mãos sobre o rosto, enquanto a vampira o esbofeteia no chão.


-Diga-me! onde estão os mestre do castelo?


-Eu não sei...eu não sei.


Stelle em um segundo se levanta e torna a agarrar Edward, se moveu tão rápido que nenhum humano diria que ela havia se movido..porém trazia nas mãos agora um punhal...e com os olhos flamejantes como fogo ela diz mostrando as presas.


-Eu posso acabar com sua existência Edward...separo sua cabeça deste corpo fétido em um segundo..mas posso poupa-lo ainda...se me disser onde estão os mestres do teatro.


Edward amendrontado acente com a cabeça e diz:


-Eu falo Stelle, eu digo o que quiser..mas poupe-me


Stelle continua senada sobre o corpo de Edward e com uma das mãos apertando o peito dele, enquanto a outra mão segura o punhal sobre a cabeça do vampiro.


continua no próximo post

Stelle entra no castelo e vê...



Edward saí das sombras e olha para Stelle.

A vampira reconhece seu velho amigo, porém seu momento de alegria foi superado quando ela observou as vestes daquele vampiro.
Um casaco de gibão preto com detalhes prata bordados, porém com a manga poída, linhas desfeitas pairando no ar..os cabelos longos de Edward pendiam com fios soltos na testa branca daquele vampiro que outrora fora considerado um dos mais belos vampiros da estirpe.
A pele dele ainda imaculada, mas sem o brilho de antes..os olhos asuis e vázios daquele ser brilhavam com sede de sangue, mas já sem a impáfia tão característica dos vampiros europeus.


Edward não era nem a sombra do que um dia ele foi.
Stelle se aproxima dele, que se esquiva da vampira..

-Porque se afastas de mim Edward?
Não vou faze-lo mal, e você sabe disso..


Edward olha para Stelle e senta-se em um dos bancos proximos do pátio..se escondendo na escuridão.


-Não olhe para mim Stelle!

Não olhe para mim e me veja como um farrapo do vampiro que eu era.

-Edward! por favor me diga o que está havendo.

Porque o castelo está abandonado, porque não está tudo como antes...O que houve na nossa casa, onde estão os nossos?

-Não há mais nada aqui para você Stelle!

Volte para de onde veio..Está decadência não é para você.

Stelle corre até Edward e cai de joelho a sua frente, dizendo:
-Onde está Armand?
Diga-me Edward, onde está meu mestre e senhor? Diga-me que ele volrou para este castelo..
Edward olha para o rosto de Stelle, a face branca dela está banhada de lágrimas tintas em sangue...E diz para a vampira:

-Armand não retornou para o castelo Stelle.
Ele nunca retornou de Paris onde vocês foram fazer o ato final do castelo no Casamento de Marius e Celeste.


Stelle olha para Edward e afunda a cabeça no colo do vampiro, que exita, mas afaga os cabelos da vampira dizendo:

continua no próximo post


domingo, 16 de maio de 2010

Stelle entra no castelo...




Stelle olha para a escuridão a sua frente e diz:

- Quem é você? Como ousa matar no castelo, não respeitando as leis que foram postas por...

A voz vinda da escuridão diz:

-Armand

Stelle dá alguns passos à frente e diz:

- Se sabes quem é Armand saberá também quem sou eu..onde estão os outros mestres do castelo.

-Mestres?
Há muito tempo o castelo não tem um mestre, desde que vocês decidiram brincar de humanos com casamentos realizados em Notredame, com vampiros pisando no solo sagrado de Deu, brincando de semi-deuses.

-Não brincamos de semi-deuses.. Não fale do que não sabes.

-Não falar do que não sei?
Vampiros fingindo serem humanos, numa peça de teatro decadente.

-Não éramos atores representando um ato.
Éramos apenas pessoas querendo achar um motivo, uma razão para continuar a despertar, a levantar-se e encarar que o ciclo da vida não parava.
O mundo mudou ao nosso redor, e nós permanecemos imutaveis.
Tudo que conhecimos havia morrido ou partido, exerto nós e nossa condição de mortos vivos.

(stelle caminha pelos pátio do castelo - a voz apenas se cala e ela continua a falar)

-Sabe o que é passar séculos amando um só homem? Desejando acima de tudo que a sua presença fosse capaz de faze-lo feliz e sonhador, mas depois perceber que ele não é mais alguém que você reconhece.
A partida para a França foi o único caminho que naquele momento todos conheciamos..Então não fale do qie não sabe, do que não viveu, do que sequer conhece.

Stelle olha para a a escuridão e a voz está silênciosa..
Ela caminha para as malas quando ouve seu nome:

-Stelle!

Ela para e sem se virar olha para o alto e diz:

-Está voz! eu a reconheceria em mil ano...Edward Redmon.

sábado, 15 de maio de 2010

Stelle d' Rousseloth volta ao castelo


O vento frio soprava na europa naquela noite.
Parecia que seria um longo inverno, e era chegada a Hora de retornar ao castelo que por tantos anos fora apenas o lar de todos os vampiros.
Um castelo datado do século XVII, imponente em sua beleza clássica, a casa-mãe de todos os vampiros do velho mundo, onde os filho da noite vindo do novo mundo eram recebidos e podiam aprender as maiores lições sobre a vida dos seres que tinham o corpo morto, mas a alma viva...
A vida em morte, mais uma vez estava no ar.
Stelle d'Rousseloth estava em casa novamente.
A carruagem parou em frente ao castelo, as cortinas fechadas durante o trajeto que a levava de volta ao teatro, finalmente foram abertas..Acima do castelo a lua estava clara como se observasse o retorno de Stelle..os olhos da vampira percorreram a arquitetura do prédio antigo..
Não havia nenhuma movimentação no teatro, e estranhando o fato Stelle dirigiu-se ao cocheiro:
-Com licença! este não é o Teatro dos Vampiros? um dos maiores e mais famosos teatro de toda europa?
O cocheiro tentou ver o rosto da mulher que falava com ele, mas só consegia ver um perfil enigmatico protegido pelo capaz de uma longa capa escarlate.
-Sim senhora! mas há muitos anos já não exist mais nenhum espetaculo na casa.
Após a morte do dono do castelo, os demais habitantes da casa fecharam os portões ao público e não mais o abriram.
Um calafrio percorreu todo o corpo de Stelle e ela sentiu seu coração gelado, batendo cmo o de um humano:
- O dono do castelo morreu? O senhor sabe o nome dele?
-Todos o conheciam como Armand d'....perdoe-me senhora não me recordo do sobrenome dele.
Stelle desceu da carruagem e caminhando até o portão do castelo sentiu um medo que não sentiará antes..agarrou-se as grades fortes do portão principal e disse:
-Rousseloth..o nome dele é Armand d' Rousseloth.
- Sim! é este nome mesmo..mas a senhora não pode ter o conhecido, é por demais jovem para saber quem era este homem.
- Eu o conhecia como ninguém puderá conhece-lo...
Stelle permaneceu olhando para o castelo, as mãos agarradas as grades como se ela pudesse lhe dá alguma informação do que realmente poderia ter acontecido com Armand.
O cocheiro então diz:
-Senhora! melhor seguirmos a viagem, dizem que este castelo é mal assombrado, amaldiçoado sabe? Melhor leva-la logo para sua casa.
Stelle se vira para o homem, retirando a capa diz:
- Já estou em casa! está é a minha casa, e eu sou uma das amaldiçoadas deste castelo..
O homem anda para trás, procurando em seu peito um crucifixo para espantar a criatura de pele branca como a lua que os observava do alto..então um vulto passa entre eles e o homem aparece no chão com duas marcas no pescoço e morto.
Stelle olha a sua volta e sente que há um outro como ela no mesmo lugar...
continua no proximo post.